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Destaques

Os dez factos que marcaram o ano no Porto
31-12-2018
2018 fica marcado pela inversão da tendência de habitantes no Porto, que durava há 40 anos. Foi o ano de arranque de um novo mandato autárquico sob a presidência de Rui Moreira, depois de governar quatro anos com um acordo com o PS, que derivou de uma maioria relativa em 2013. Do início das obras do Bolhão aos festejos do FC Porto nos Aliados, a cidade conheceu muitas mais novidades no ano que hoje chega ao fim. Mas aqui ficam as 10 que escolhemos.


Porto volta a ter mais habitantes

Desde o final dos anos 70 do Século passado que os dados estatísticos denunciavam uma acentuada perda de habitantes permanentes no Porto. Entre 1980 e 2010 (30 anos) foram 100 mil os que deixaram a cidade que, em 2013 só já tinha 216 mil habitantes. Em 2018 o INE mostra que o processo se inverteu. A procura pela cidade aumentou e os números mostram que, pela primeira vez em quatro décadas o Porto volta a ganhar alma e residentes. A dinâmica económica e o extraordinário processo de reabilitação em curso justificam o fenómeno.


Início das obras do Mercado do Bolhão

100 anos depois de construído e 30 anos depois de identificados problemas estruturais graves que implicavam "obras urgentes" no edifício, o Mercado do Bolhão começou a ser restaurado. A obras, prometida por sucessivos presidentes de Câmara, mas nunca feita, está finalmente em curso, irá preservar o mercado de frescos público tal e qual o conhecemos e estará pronta em dois anos. Os vendedores tradicionais ficam, entretanto, no Mercado Temporário, a 200 passos do antigo mercado, que mereceu, no dia da sua abertura, a presença do Presidente da República.

Anunciada uma nova ponte

As Câmaras do Porto e de Vila Nova de Gaia anunciaram a construção de uma nova ponte rodoviária entre os dois municípios. Sem depender do Estado e fora da zona histórica, a nova travessia vai servir como alternativa ao tabuleiro inferior da Ponte Luis I, que ficará pedonal e cumpre objectivos de promoção das duas zonas orientais das duas cidades, tradicionalmente mais desprotegidas, mas onde as duas autarquias estão a investir. Do lado do Porto sublinha-se a necessidade de melhor servir o Terminal Intermodal, o Matadouro e outros projectos em preparação.


FC Porto recebido nos Aliados

Há quase duas décadas que o FC Porto não festejava um título na Avenida dos Aliados, com recurso à varanda da Câmara Municipal. Aconteceu em 2018, depois de quatro anos de jejum de vitórias da equipa portista e 12 de uma presidência que recusava o festejo, as portas do Município voltaram a abrir-se, com direito a Medalha de Honra para Jorge Nuno Pinto da Costa e a passerelle na Avenida dos Aliados. A festa, a cargo do FC Porto, juntou multidões e teve na Câmara Municipal o apoio institucional que uma autarquia deve a um clube que tem sido um autêntico embaixador da cidade.


Natixis e mais investimento

Os últimos dois anos têm sido profícuos para o Porto em matéria de investimento. Foram várias as empresas tecnológicas que se instalaram na cidade, criando emprego qualificado e contribuindo para o fim da desertificação que durava há quatro décadas. O banco francês Natixis instalou no Porto o seu "cérebro", criando mais de 600 postos de trabalho de uma assentada, prometendo ainda mais investimento e recuperando um prédio na zona mais oriental da cidade que precisava de retomar dinâmicas que outrora perdeu. Este investimento seguiu-se a outros igualmente notáveis, como o da Critical Sotware, da Euronext, da Vestas e de muitos outros.


Centro de Saúde de Ramalde

O Ministério da Saúde não tinha ainda uma solução para o atendimento a que estavam sujeitos os 15 mil utentes do Centro de Saúde de Ramalde, com escadas e más condições. A Câmara propôs-se resolver o problema, construído e dando ao Estado um novo Centro de Saúde edificado em cima das nunca acabadas instalações do Centro Social das Campinas. Em compensação, o Estado entregaria à Câmara um terreno em Campanhã para ali construir instalações desportivas. Embora o Estado ainda não tenha cumprido, a Câmara construiu e já entregou o novo e moderno centro ao Ministério da Saúde, em benefício dos 15 mil utentes de Ramalde.


Bordéus, o Porto e mais mundo

A cidade do Porto foi este ano a estrela da Cité du Vin, em Bordéus, graças a uma exposição que retracta a região do Douro e o Porto, bem como os seus vinhos. A inauguração foi aproveitada por Rui Moreira e Alain Juppé, os dois autarcas, para que se comemorassem os 40 anos de geminação entre as duas cidades. A presença do Porto no Mundo teve, em 2018, uma notável evolução, com a presença em eventos em todos os continentes, de Moscovo (Rússia) e Lima (Peru), ou de Adelaide (Austrália) a Shangai (China), ao mais alto nível. Também o Porto se tornou roteiro obrigatório em visitas de Estado a Portugal. Depois dos Reis de Espanha e dos Presidentes de Itália a Alemanha, em 2018 foi a fez dos Reis Belgas e do Presidente da Angola passarem, oficialmente, pelo Porto.


Porto recusa descentralização

A cidade do Porto liderou politicamente a contestação ao processo de descentralização lançado pelo Governo e, mais tarde, alvo de acordo entre PS e PSD. Rui Moreira foi o primeiro a denunciar que "o Rei vai nu" e a recusar formalmente aderir a um processo inquinado desde o início. Seguido por muitos autarcas de todos os quadrantes políticos, o Presidente da Câmara do Porto foi secundado por Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da AMP e da Câmara de Gaia na contestação. O processo pretendia alijar responsabilidades ou "tarefas" para as autarquias, mas não lhes dava nem o respectivo envelope financeiro nem mais competências políticas.


TAP retoma Porto

Em 2016 a TAP anunciou o corte de rotas e frequências a partir do Porto, concentrando operação em Lisboa e pretendendo levar do Porto para a capital parte do seu tráfego. A contestação liderada por Rui Moreira resultou num tema político nacional, que dividiu opiniões. A má reputação da "ponte aérea" montada pela TAP e o regresso, dois anos depois, às operações no Porto, com o anúncio do regresso de algumas rotas e o reforço da aposta na cidade mostram que Rui Moreira tinha razão. Entretanto, a política da companhia aérea de bandeira, detida 50% pelo Estado, ajudou a saturar o Aeroporto de Lisboa. Entretanto, companhias como a United Airlines, British Airways, KLM, Air France, Turkish Airlines, Lufthansa, Royal Air Maroc ou Ibéria iniciaram ou reforçaram as suas rotas de e para o Porto.


STCP gerida localmente

Depois de anos de degradação do seu serviço e de perda de passageiros, a STCP voltou a ter mais utentes e a sua frota começou a ser renovada, com autocarros eléctricos e a gás natural, que a hão-de equipar completamente nos próximos tempos. A decisão de reequipar a empresa é coincidente com a transferência da sua gestão para as autarquias, sob a presidência da Câmara do Porto. Simultaneamente, a Câmara aposta em novos terminais como o do Bom Sucesso, já concluído, e a Metro do Porto começou a desenvolver os procedimentos para que as obras de uma nova linha entre a Casa da Música e São Bento se iniciem em 2019.