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Destaques

OMS diz para testar, testar e testar e o Porto está a testar
12-04-2020

Nem em Domingo de Páscoa o Porto parou os seus programas de testagem para Covid-19. Hoje, no Queimódromo, mais de 300 portuenses puderam fazer o seu teste em segurança com a Unilabs e sem terem que recorrer a um hospital. A equipa do primeiro centro de rastreio móvel do país, que não parou neste dia festivo, enviou uma fotografia ao Porto.pt para agradecer a forma como a cidade está a encarar a pandemia.


Ontem, o programa de rastreio completo aos lares do Porto, ultrapassou as 3 mil pessoas já testadas. O Porto está a cumprir as recomendações da OMS e só nos dois programas do Município ou com apoio do Município, 4% da população já foi rastreada.


Mesmo que o efeito seja o de "aparentemente" a cidade ter mais casos positivos, o Porto continua a apostar nos testes para prevenir, como acontece nos lares, onde decorre um programa quase sem paralelo a nível mundial. Ao todo, são já 3111 as pessoas testadas em mais de 50 lares. A Câmara, com o apoio do Hospital de São João e dos Agrupamentos de Centros de Saúde, mas também com o recurso a 5 mil kits de testes oferecidos por um privado, tem podido testar não apenas os funcionários e nem apenas os utentes do lares, mas todos.


É a testagem que permite depois a separação de positivos e negativos, para estruturas previamente preparadas pela Câmara ou para o Hospital de Campanha que pode tratar e cuidar, enquanto os restantes idosos que testem negativo são tratados com todo o carinho numa pousada.


Mas o incremente do número de testes à população é também importante para que se saiba quem já foi infetado e já saiu da doença e quem está ainda contagioso e se deve afastar dos demais familiares. Por isso, a Organização Mundial de Saúde preconiza a máxima de "testar, testar e testar".


No Porto não há medo dos números e acredita-se que apenas com o desenho completo e transparente da realidade poderá ser criada a melhor retaguarda e os serviços necessários de apoio à população e saída da crise.


No Queimódromo, a Unilabs, com o apoio da autarquia e da ARS Norte, já testou perto de 6 mil pessoas. Na última semana, o sistema foi melhorado e os carros, que até ali ficavam em fila na Estrada da Circunvalação, passaram para o interior do parque onde podem aguardar em maior segurança.