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Obra dedicada aos 150 anos de Raul Brandão vai ser lançada na Feira do Livro
12-09-2018
Uma obra dedicada às comemorações dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão é apresentada na Feira do Livro, às 18,15 horas desta quinta-feira, dia 13, pelos especialistas brandonianos Maria João Reynaud e Vasco Rosa.

Com o título "Raul Brandão: 150 anos", o livro inclui duas partes: a primeira é dedicada às atas do Colóquio Internacional que assinalou no Porto os 150 anos do nascimento de Raul Brandão e o centenário do seu "Húmus" (organizado pela Universidade Católica Portuguesa - Porto e CITCEM); a segunda contém o catálogo da exposição "Raul Brandão: 150 anos", composta por mostra bibliográfica, pinturas, ilustrações e outra documentação, que esteve patente na Biblioteca Pública Muncipal do Porto e na Casa-Museu Guerra Junqueiro, em 2017.

A apresentação da nova obra acontece no Salão Independente da Feira do Livro do Porto (1.º piso da Galeria Municipal, nos Jardins do Palácio de Cristal) e a entrada é livre.

Nascido na Foz do Douro, a 12 de março de 1867, numa família de pescadores (a então Rua da Bela Vista, onde nasceu, ostenta hoje o seu nome), desde estudante que Raul Brandão se dedicou à escrita em várias publicações, criando amizade com nomes das letras como António Nobre e Justino de Montalvão. Trocaria, porém, os estudos nessa área pela formação militar, ainda que mantendo atividade literária. Participou na formação do grupo "Os Insubmissos" (1889) e cimentou carreira jornalística no "Correio da Manhã", entre outros jornais e revistas, além de integrar diversos movimentos de renovação literária, incluindo o "Seara Nova" com Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro e outros. "Nefelibatas" e "Geração de 90" foram também grupos em que participou, mas a sua tendência para se isolar abafou em grande parte o talento, sendo amiúde visto como um incompreendido.

A sua obra, que inclui ficção, livros de viagem e um grande legado dramatúrgico, é dominada pelos sentimentos contraditórios, pela condição humana, o catastrofismo, a crítica à mentalidade burguesa, a ética, a religião e a solidariedade com o humilde.

Após uma vida passada entre o Porto, Guimarães e Lisboa, faleceu na capital a 5 de dezembro de 1930.

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