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Destaques

O último dos barcos rabelos celebra a primeira viagem turística feita no Rio Douro
24-10-2019
A primeira viagem turística no Rio Douro, realizada há 29 anos, é um dos temas entre as muitas histórias que o último dos barcos rabelos a navegar entre o Porto e o Alto Douro tem para contar. Acontece no próximo sábado, a partir das 18 horas, no recentemente inaugurado Reservatório da Pasteleira (no Parque da Pasteleira).

De acesso gratuito, mas condicionado à lotação do espaço, a iniciativa insere-se no ciclo municipal sobre o património Um Objeto e seus Discursos por Semana e conta com o investigador Amândio Barros, doutorado em História Marítima, e a arquiteta Catarina Fortuna, que esteve envolvida na recuperação do Reservatório da Pasteleira, sendo moderador o diretor artístico do Museu da Cidade, Nuno Faria.

A sessão realiza-se apenas uma semana após completarem-se 29 anos sobre a primeira viagem turística no Rio Douro (19 de outubro de 1990), que marcou um novo capítulo na história do Douro navegável, já que a utilização comercial através dos barcos rabelos entrara em declínio a partir da conclusão da linha de caminho-de-ferro do Douro, em 1887, e do desenvolvimento das comunicações rodoviárias durante o século XX.

A conversa tem como pano de fundo precisamente o último dos rabelos fabricados em moldes tradicionais e utilizado no transporte fluvial, oferecido à Câmara do Porto em 1971 pela empresa Sousa Cruz & C.ª Ld.ª. Foi este também o último rabelo que deslizou silencioso pelas águas do Douro quando o rio era a estrada que ligava o Alto Douro ao Porto. Nos anos 1990, foi seccionado em cinco partes, numa operação orientada pelo arqui8ieto especialista em embarcações tradicionais Lixa Felgueiras, dado que as suas dimensões com 17,5 metros de comprimento dificultavam o transporte do barco.

Desde então, este rabelo ficou a aguardar um novo destino, repousando nos jardins da Casa Tait, mas vai agora ao Reservatório da Pasteleira ajudar a contar a história da cidade.