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Destaques

O nosso programa cultural atingiu a maturidade
16-02-2017
Rui Moreira diz que o projeto da Câmara do Porto para a cultura, que iniciou em 2014 e de que faz parte a Galeria Municipal que hoje apresentou a sua programação para 2017, atingiu a maturidade. Mas, logo a seguir avisa: "tenho medo de o dizer, porque o mesmo se disse em 2001 e, depois, veio a penumbra".

O autarca continua, contudo, cada vez mais empenhado no tema da cultura, como eixo estruturante de todos os outros da sua governação e saliente os mais de 20 mil visitantes que cada uma das últimas grandes exposições da Galeria registaram eletronicamente. "Estamos a estabilizar nos números que tínhamos projetado e que desejamos, com cerca de 100 mil visitantes por ano", esclareceu.

Quatro grandes exposições constituem a espinha dorsal da programação para 2017 da Galeria Municipal do Porto apresentada esta tarde. A temporada inicia-se a 11 de março, com o projeto "Quote, Unquote", uma coorganização com o MAAT [Perspetivas | Coleção de Arte Fundação EDP], com a curadoria de Gabriela Vaz-Pinheiro e Ana Anacleto.

A exposição apresenta uma seleção de obras da coleção da Fundação EDP, Mecenas da Galeria desde 2015, subordinadas ao tema da apropriação na arte contemporânea. No período temporal que define a coleção "dos anos 60 do século XX até à atualidade" propõe uma leitura transversal destas práticas: a apropriação direta de imagens, textos ou outras formas de produção cultural, a citação como elemento que concorre para a produção de sentido, ou o diálogo consciente e assumido com autores e criações preexistentes.



A primeira exposição do ano na Galeria prolonga-se até 14 de maio, dando depois lugar a "Them or Us!", a partir de 2 de junho, patente até 13 de agosto. Trata-se de um projeto de ficção científica social e política, com a curadoria de Paulo Mendes.

O projeto parte da premissa que vivemos o tempo da livre circulação, da abolição das fronteiras, da queda dos muros, que o equilíbrio social estava garantido pelo triunfo de uma sociedade padronizada pelo consumismo e pela riqueza especulativa, e que vivemos o fim da História.

Coincidindo com a Feira do Livro do Porto, inaugura no primeiro dia de setembro a exposição "Quatro Elementos", patente até 12 de novembro, com curadoria de Pedro Faro, Eduarda Neves, Nuno Faria e Ana Luísa Amaral.

Esta mostra encerra com o Fórum do Futuro, propondo um discurso a quatro vozes sobre um tema simultaneamente transversal à obra da autora homenageada de 2017, Sophia de Mello Breyner, e ao debate que vincula a edição deste ano do Fórum: o Planeta, todos os seus elementos, e a forma como a humanidade neles se inscreve na contemporaneidade.

Os 4 elementos são os quatro curadores convidados a desenvolver o projeto expositivo.

O eixo principal da atividade da Galeria Municipal do Porto termina com uma exposição que será inaugurada a 29 de novembro e se prolongará até 11 de fevereiro, já em 2018, com curadoria de João Laia.

A Coleção António Cachola propõe uma reflexão sobre a criação artística visual realizada por artistas portugueses que começaram a expor regularmente a partir de 1980, sendo uma das mais relevantes coleções privadas de arte contemporânea em Portugal. No ano em que o projeto da Coleção faz 25 anos, a Galeria Municipal apresenta-a pela primeira vez na cidade do Porto.