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Destaques

O Alexandre tem futuro prometido a partir de hoje
07-03-2018

Foi um dia de celebração para a comunidade do liceu Alexandre Herculano e para toda a cidade. O concurso para a almejada empreitada já pode ser lançado pela Câmara do Porto, após a assinatura do acordo entre a autarquia e o Governo ter sido assinado. Prevaleceu o diálogo sobre um problema há muito adiado, assinalaram esta tarde os governantes responsáveis por um novo horizonte que se abre para o emblemático estabelecimento de ensino. 


Começou por uma visita guiada às instalações da Escola Secundária Alexandre Herculano, terminou com a assinatura do acordo no auditório de cinema, na presença de alunos, docentes, pais e restante comunidade escolar. O primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, não esconderam o entusiasmo pelo simbolismo da data, que permite agora ao Ministério da Educação transferir a titularidade da obra para o Município do Porto.


Para Tiago Brandão Rodrigues, este é um "dia de celebração", o verdadeiro "momento fundador" de onde sairá o renovado liceu Alexandre Herculano. É também, para o ministro, um exemplo daquilo que deve ser o trabalho conjunto entre governantes, que permitiu "chegar a bom porto" um dossier que passou por várias fases.


"A resiliência e paciência" de todos aqueles que fazem "O Alexandre" - docentes, alunos e funcionários - foi igualmente destacada. Aos arquitetos da obra, Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, deixou Tiago Brandão Rodrigues uma palavra de agradecimento por terem encarado o pedido de reformulação do projeto inicial com "espírito de missão" (o primeiro projeto rondava os 15 milhões de euros e foi reformulado para sete milhões de euros, cerca de metade do investimento inicial).


Por seu turno, Rui Moreira referiu que "o momento mais feliz não será seguramente este. Virá quando o Alexandre voltar a abrir suas as portas restaurado. Espero que esse momento não tarde". Nesse contexto, deixou uma certeza: "Tudo faremos para que ande depressa".
E para este desfecho, que confessou não ter sido fácil, o presidente da Câmara do Porto lembrou o particular empenho da sua ex-vice presidente, Guilhermina Rego. 


"Esta era quase uma missão patriótica", afirmou o autarca recordando as palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen. Por isso, explicou, a Câmara do Porto, sensível às preocupações do Governo, fica com a titularidade da obra, comparticipando-a ainda em cerca de 950 mil euros.




Coube ao primeiro-ministro, António Costa, as últimas palavras. As primeiras foram também de agradecimento, desta feita "para a enorme paciência com o Estado" e, de igual modo, para a "intransigência de não deixarem morrer o Alexandre".


Na verdade, para António Costa este é um exemplo de que a "descentralização não é uma ameaça", antes pelo contrário, é "o casamento perfeito para a escola que precisamos de ter no século XXI". Mais ainda, disse convicto: "tenho a certeza que, consigo [Rui Moreira], a obra fica em boas mãos e que nas suas mãos, a obra irá ser concluída tão rapidamente quanto o Tribunal de Contas [TdC] o venha a permitir".


Referiu ainda o primeiro-ministro a prioridade no investimento no ensino e na formação, como forma de preparar excelentes profissionais para o futuro. Algo que, entende, é cada vez mais valorizado pelo mercado global. E, a propósito, aludiu ao facto de esta manhã ter inaugurado o centro de competências tecnológicas e de informação da Natixis no Porto, o banco de investimento francês que vai empregar mais de 600 pessoas.


Dado este passo, a autarquia pode lançar o concurso e ser a promotora da obra que, nos últimos anos, foi adiada para uma reestruturação do projeto inicial, que rondava os 15 milhões de euros, e que agora foi reduzido para sete milhões de euros (5,1 milhões de euros são assegurados por fundos comunitários).