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Destaques

Novo sistema de estacionamento
16-02-2016

A partir de março vai ser possível pagar o estacionamento através de telemóvel, graças ao avançado sistema tecnológico que está a ser montado pela EPorto na cidade. O pagamento pode ser feito, tanto através dos meios móveis, como manualmente pela introdução da matrícula no parcómetro.


O sistema de gestão do estacionamento à superfície a implementar na cidade a partir de 1 de março foi ontem apresentado pela concessionária. Com o novo sistema prevê-se que a rotatividade aumente, que haja mais mobilidade e que os moradores saiam beneficiados. As tarifas para residentes, que há dois anos atingiam os 400 euros por ano, passam agora para os 25 euros anuais.


O presidente da Câmara do Porto explicou, na apresentação do novo sistema, que decorreu nos Paços do Concelho, que este novo sistema vem resolver "um problema antigo" porque "a cidade estava numa situação de rutura" em que "apenas 14% do parqueamento era pago".


O Município terá no arranque da concessão, ganha por um consórcio de três empresas com grande experiência no mercado, um encaixe financeiro na ordem dos oito milhões de euros, o que significa que, mesmo que a cobrança fosse zero, a partir de hoje, a Câmara teria assegurado a receita de oito anos de operação. Contudo, os ganhos para o Município não se ficam por aqui, já que 54,15% da receita arrecada pela EPorto reverterão, também, para a Câmara, durante os 12 anos do contrato.


Mas os grandes ganhos vão também diretamente para a política de mobilidade da cidade, já que haverá mais disponibilidade de estacionamento, maior controlo sobre o sistema e mais facilidade em fiscalizar.


O novo sistema de parcómetros apresenta várias inovações tecnológicas que permitirão utilizar uma aplicação para pagamento das taxas de estacionamento por telemóvel, sendo que o utilizador terá de colocar a matrícula da viatura no parcómetro.


"Acima de tudo o Porto vai ter a solução tecnológica mais avançada de Portugal", referiu o administrador da EPorto, Paulo Nabais, enquanto Rui Moreira considerou mesmo que o Porto poderá ser "laboratório" para outras cidades que venham a "copiar" a ideia.


"Estamos confiantes que isto terá um impacto positivo para os moradores e comerciantes porque vai criar rotatividade de estacionamento à superfície", sublinhou o presidente da câmara.


Os novos parcómetros do Porto são 100% solares, 98% recicláveis e "mais fáceis de utilizar", garantiu a empresa. Estes aspetos têm por pressuposto o conforto do utilizador, mas também a fiscalização que "no arranque" envolverá 20 fiscais da empresa e Polícia Municipal.


Os moradores têm a possibilidade de usufruir até três avenças de residente com um custo reduzido, uma vez que o Município não abdicou do controlo e da receita referente ao estacionamento de moradores, como forma de ter instrumentos para estimular à habitação no centro da cidade.