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Destaques

Níveis de ruído da Queima foram reduzidos pelo terceiro ano consecutivo
08-05-2016

A Queima das Fitas do Porto é um dos grandes acontecimentos da cidade. Nos últimos três anos, organização, a Câmara do Porto e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto têm vindo a trabalhar, também com a autarquia de Matosinhos (já que é este o principal município afetado, na redução dos níveis de ruído no Queimódromo e com sucesso.


O programa de redução de ruído tem vindo a ser desenvolvido pela Câmara do Porto, em parceria estreita com a Federação Académica do Porto (FAP) e com a assessoria em acústica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que implementaram, pelo terceiro ano consecutivo, um programa de medidas de minimização do ruído, que visam a diminuição do universo total de famílias afectadas. As soluções não significam uma 'solução' milagrosa de eliminação integral do ruído durante o evento, pois isso implicaria a não realização da Queima, mas a minimização dos impactos.


O programa de controlo do ruído que vêm sendo consolidado e ganhando progressivamente maior eficácia de há três edições a esta parte, envolveu as seguintes medidas:


  • Contenção do ruído do palco através da definição de um limite para o nível sonoro contínuo equivalente junto à entrada principal do recinto, a retirada de torres de delay e o controlo rigoroso de horários de concertos e divertimentos;
  • A exigência de aplicação de limitadores de potência sonora, previamente calibrados e selados pelos serviços municipais, na tenda-discoteca, em todos os divertimentos mecânicos, espaços de restauração, stands de promotores ou concessionados com música amplificada;
  • A uniformização da potência sonora do sistema de som utilizado pelas barraquinhas limitando a 85 dB(A) o nível sonoro contínuo equivalente avaliado a 10m da respetiva fonte ;
  • Monitorização permanente pelo Laboratório Municipal de Ruído da CMP - acreditado pelo IPAC  -  através de plano de medição do ruído em vários pontos na área envolvente ao recinto, incluindo os locais mais sensíveis do concelho de Matosinhos, de modo a poder avaliar a eficácia das medidas implementadas, permitir a inter-comparação com anteriores edições e utilizar esta informação para alimentar os modelos previsionais de ruído realizados pelo NI&DEA/FEUP.


Nesta edição de 2016, o controlo das "barraquinhas", da tenda-discoteca e dos divertimentos mecânicos foi novamente uma prioridade, quer para o Município quer para a FAP, tendo todos os equipamentos sido previamente certificados (com recurso a calibração e selagem), por equipas mistas do Laboratório Municipal de Ruído da Câmara do Porto e do NI&DEA/FEUP, nas semanas que antecederam a Queima .

 

Deste esforço resultou, apesar da sensibilidade às condições climatéricas e em particular ao vento, a confirmação de uma redução expressiva do ruído provocado pelas "barraquinhas" na primeira linha de edifícios em frente ao Parque da Cidade em Matosinhos-Sul - consequência directa da implementação das medidas de uniformização e controlo da potência sonora das "barraquinhas".  Esta conclusão adquire maior expressão após o concerto, altura em que a média de valores registados na primeira linha de edifícios em Matosinhos, face ao ano anterior, conseguiu atingir em média uma redução para metade, com aumento claro do conforto acústico em direcção ao interior do concelho vizinho e sendo o impacte praticamente inexpressiva nas habitações do concelho do Porto.


Houve ainda uma redução do número de pessoas sobre-expostas ao ruído em cerca de dois terços, face aos primeiros anos, sendo que o restante terço ainda exposto observou reduções para mais de metade da exposição ao ruído.


Estes resultados muito positivos, testemunhados por medições acústicas, vêm recompensar o empenho e esforço do Município, da FAP e do Projeto NI&DEA/FEUP, e representam a melhoria contínua de medidas de minimização do ruído, sem todavia desvirtuar a qualidade e cariz único da Queima das Fitas do Porto.