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Destaques

Ninguém está imune à adrenalina que anda à solta no NOS Primavera Sound
09-06-2018
É sempre difícil escolher os concertos a que se pode assistir num festival como o NOS Primavera Sound. O segundo dia, com uma longa oferta, cumpriu a tradição e espalhou adrenalina pelo Parque da Cidade., que vai manter-se por este sábado.

Com 26 nomes distribuídos nos cinco palcos, sexta-feira é do dia da noite mais longa no NOS Primavera Sound. Se exceptuarmos os soundcheck, o festival reabriu às 5 da tarde e passadas quase 12 horas, na altura em que o sol dá a noite por terminada, há ainda resistentes frente ao palco Primavera Bits para ver e ouvir Marcel Dettmann.

Para trás fica mais uma maratona de música e descoberta, encontros e reencontros, selfies, dança, aplausos e assobios. Há quem feche os olhos uns minutos, embalado pela batida que chega de várias direções, e os reabra repentinamente porque "vai começar" a banda que tanto esperava.

Tendo como cabeça-de-cartaz no palco NOS o rapper Rakim Mayers, que o Harlem deu a conhecer ao mundo sob o nome artístico de ASAP Rocky, muito mais integra o leque de escolhas do segundo dia do NOS Primavera Sound 2018. E com variadíssimas influências para satisfazer todos os gostos e despertar ainda uns quantos, prefiram pop, rock, alternativa ou música de dança.

Basta ver que, como é já habitual, barbas brancas e carrinhos de bebé, blusões impermeáveis e braços nus cruzam-se, por estes dias, no Parque da Cidade, dando a melhor fotografia do melhor e mais eclético dos festivais.

Voltemos por isso aos palcos, já que é a música o pretexto oficial com que todos rumam ao Parque da Cidade do Porto. E, neste segundo dia, depararam-se com a boa surpresa trazida pelo novo Palco SEAT. Ou, melhor, uma mão cheia de boas surpresas que começaram às 5 da tarde com Solar Corona e mantiveram sempre público interessado até à atuação de Fever Ray, com um óbvio pico especial perante Grizzly Bear.

Enquanto isso, o palco principal começou pouco antes das 18 horas a preparar-se para ASAP Rocky, aquecendo muito bem o parque ao som de IDLES, The Breeders e Vince Staples, cada qual com maior presença de fãs, por convicção ou de ocasião.

Foi também variando, mas sempre com grande envolvimento, o público que optava por se animar nos espaços em torno do palco Super Bock, onde a abertura das hostilidades foi atribuída aos portugueses Black Bombaim. Por ali passariam ainda para deixar marca Zeal & Ardor, Sheellac e Four Tet.

Por último (mas apenas por uma questão cronológica, pois abriu às 19h), o palco Pitchfork trouxe o pop jovem que começou mesmo bem jovem com os 18 anos do britânico George van den Broek/Yellow Days, passando pelo pop doce das gémeas franco-cubanas Ibeyi, os Superorganism com liderança japonesa, o pop negro em que se foca atualmente Thundercat ou o pop cintilante de The Unknown Mortal Orchestra, para fechar em grande, muito grande, com Floating Pints.

Já a adrenalina provocada por ASAP Rocky no palco NOS se desvanece, mas há que recuperar algumas forças para o último dia do festival, que volta a apresentar muito por onde escolher. É mesmo essa a palavra: escolher. Porque a oferta é muita e, em vários casos, é fácil encontrar-se situações em que tem de se decidir em cima da hora ou até mudar de palco a meio de um concerto para apanhar também a metade de outro. Veremos e ouviremos se se confirma, neste sábado.