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Não tem computador para acompanhar aulas? Câmara do Porto tem programa desde março para resolver
26-04-2020
Se não possui um computador ou outro dispositivo para acompanhar as aulas à distância, saiba que a Câmara do Porto comunicou ainda em março, aos Agrupamentos de Escolas da cidade, que podiam usar verbas já então transferidas para aquisição de material informático e Internet para alunos que estivessem impedidos, por falta de dispositivos, de aceder ao ensino à distância.


Com efeito, a 24 de março, o vereador da Educação, Fernando Paulo, comunicou a todos os agrupamentos de escolas que poderiam usar as verbas já disponíveis e transferidas, através dos contratos interadministrativos (190 mil euros), para esse efeito. Esses contratos, suportados pela autarquia do Porto, visavam custear atividades extras das escolas que agora se encontram suspensas.


Até hoje, nenhum agrupamento reportou falta de verba ou pediu reforço relativamente a estas necessidades à Câmara do Porto. O Município entende que, nesta fase, devem ser disponibilizados equipamentos apenas a alunos carenciados e que estejam impedidos por esse motivo de acompanhar as aulas e depois de identificados pelos agrupamentos de escolas, tanto mais que o Governo anunciou para o próximo ano letivo um programa universal de distribuição de computadores, tablets e Internet.

Por forma a melhor preparar o próximo ano letivo, o Presidente da Câmara do Porto escreveu já há dias ao Primeiro-Ministro, questionando-o sobre a execução do programa de distribuição de material informático a todos os alunos, por si anunciado numa entrevista à Agência Lusa, a 11 de abril. Na sua missiva, o Rui Moreira alerta António Costa para a necessidade de não se replicarem ou duplicarem esforços nesta matéria, já que não fará sentido generalizar um programa de entrega de equipamentos informáticos a todos os alunos quando o Governo o prometeu para daqui a poucos meses. 


O Governo já entrou em contacto com a Câmara do Porto, assegurando que o programa do Governo vai ser cumprido e que não faz, por isso, sentido, replicar com poucos meses de antecedência a distribuição massiva de computadores que nem estão disponíveis no mercado. Por outro lado, um procedimento dessa natureza obriga a concurso público e demoraria meses a ser concretizado.