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Destaques

Montanha-Russa faz uma viagem à descoberta da adolescência com os Clã
31-05-2018

O Teatro Nacional São João (TNSJ) estreia nesta quinta-feira, dia 31, o espetáculo de teatro musical "Montanha-Russa. É uma viagem pela descoberta da adolescência com a participação da banda portuense Clã.


A adolescência é considerada por muitos a melhor fase das suas vidas, mas para outros é um período interminável de solidão e incerteza. Todas estas emoções e vivências são sentidas e experienciadas de uma forma muito intensa, e retratadas neste espetáculo, uma perspetiva íntima e confessional daquela fase da vida, que conta com encenação de Miguel Fragata e dramaturgia de Inês Barahona e com o contributo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã.


"5 de agosto de 1989: Querido diário, (acho que é assim que devem começar todos os diários) vi-te na montra da papelaria e não resisti. Ainda por cima cheiras bem! Agora vamos fazer o que é suposto fazer-se num diário. Eu escrevo e tu ouves". Este é um dos registos partilhados na peça Montanha-Russa, ao qual se juntaram cartas, letras, imagens e canções que remontam à década de 70, num trabalho desenvolvido durante um ano e meio por Miguel Fragata e Inês Barahona.


"Uma coisa muito gira que está nos diários é uma tensão permanente entre o desejo do segredo e o desejo de ser lido. Às vezes, há coisas que são escritas propositadamente porque se sabe que aquele diário vai ser lido", refere a dramaturga.


O espetáculo assume-se como uma espécie de musical, mas sem o ser. A música realça o tom otimista da peça, não só por ser capaz de corresponder exatamente ao que cada uma das personagens sente, como também por transformar essas mesmas emoções em algo mais "suportável", transmitindo uma força vital, anímica, de sobrevivência. A capacidade que a música tem de transportar qualquer pessoa para "outro mundo" tornou claro para o encenador que esta seria a hipérbole de tudo: "Se é para uma cena ser cómica, a música traz isso para o extremo do cómico. Se é mais negra, tem de ser a música a pô-la nesse lugar, tem de ser esse jogo do mais, mais, mais".


Montanha-Russa termina "na corda bamba", num lugar de suspensão e tensão em relação ao futuro, que cabe a cada um definir o seu próprio caminho.


O espetáculo, que fica em cena até 10 de junho, pode ser visto à quarta-feira e sábado, às 19h00; à quinta e sexta, às 21h00; e ao domingo, às 16h00. Resultante de uma coprodução Formiga Atómica, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Virgínia e TNSJ, destina-se a um público acima dos 12 anos e o preço dos bilhetes varia entre 7,50 e 16 euros.  


No próximo domingo, 3 de junho, às 16h00, o TNSJ promove uma oficina criativa destinada a crianças e jovens entre os 6 e os 12 anos, com valor de inscrição de 2,50 euros.

A récita do dia 10 de junho conta com tradução em Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição.


Festa e documentário

Entretanto, já nesta sexta-feira, às 22h30 e após a récita, o átrio do TNSJ recebe a Festa Teen Friendly, com DJ set de Francisco Aires Pereira, numa iniciativa organizada por um grupo de consultores adolescentes - o Petit Comité - composto por alunos oriundos de diferentes escolas do Porto, como a Escola Secundária Filipa de Vilhena, Escola Secundária Aurélia de Sousa e Escola do Cerco, que, além de terem acompanhado o desenvolvimento de todo o projeto, são responsáveis pelos vários detalhes da festa, incluindo o catering.  


No dia seguinte, sábado, às 15h30, será exibido o documentário Canção a Meio, de Maria Remédio, um complemento do espetáculo que retrata todo o processo de pesquisa, recolha e criação do mesmo.