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Mobilidade: plano para a próxima década inclui investimento no transporte coletivo e nos modos suaves
17-07-2020
Continuar a investir no transporte público, apostar na mobilidade suave e estabelecer uma nova política de estacionamento. São estes os três objetivos centrais que o próximo Plano Diretor Municipal (PDM) vai seguir, com vista a melhorar as condições de acessibilidade e de mobilidade na cidade do Porto.  

Na revisão do PDM, está expressa a vontade do Município do Porto em reforçar a aposta no transporte coletivo e, entre as ações concretas, prevista a criação de uma rede estruturante constituída por corredores de autocarro de alta qualidade (CAAQ), corredores circulares e eixos radiais. Um trajeto que já iniciou no asfalto, com a obra em curso do CAAQ da Avenida de Fernão de Magalhães, e também com os corredores da Rua da Constituição e da Rua de Damião de Góis, bem como de Diogo Botelho.

Ter uma rede sólida de circulação destinada a modos suaves entra também nos planos para os próximos dez anos. Recentemente, a Câmara do Porto apresentou um projeto pioneiro, de resgate do espaço público, no qual já está contemplada, entre o mais, a criação de uma rede de ciclovias ou percursos cicláveis interligados em 35 quilómetros, até 2020. Esta iniciativa envolve ainda a abertura à circulação dos modos suaves, que, aos fins de semana, beneficiam do conforto e segurança das zonas pedonais temporárias.

Na cidade, já pode alugar trotinetas ou bicicletas em regime de partilha, que dispõem de locais próprios para o seu estacionamento e de regras muito precisas quanto à sua utilização, definidas pelo Município num regulamento próprio. Entendendo ser este um excelente meio de deslocação urbana, menos poluente, menos ruidoso e menos espaçoso, a autarquia continuará a promover o seu uso, através de outras iniciativas, como os percursos pedonais assistidos, que já têm obra feita em Miragaia, e que, dentro em breve, avançam para o Passeio das Virtudes e Jardins do Palácio de Cristal.

Por outro lado, o novo PDM manifesta a intenção de criar zonas pedonais no Centro Histórico do Porto. Em linha com que outras cidades europeias têm experimentado com sucesso, a Câmara pretende reservar aos peões certas zonas do casco histórico, que estejam mais vulneráveis aos efeitos da exposição de veículos motorizados, interditando a entrada dos automóveis.

Para rematar, o documento introduz duas novidades relativamente ao estacionamento. A primeira refere-se à alteração do paradigma vigente na política de estacionamento privado, estando equacionada "a introdução de critérios de dimensionamento máximo para usos não residenciais no Centro Histórico, na Baixa e nas zonas de influência das estações de metro, existentes e previstas", avança o vereador do Urbanismo, Pedro Baganha. Tal significa que entidades e organizações, sejam elas públicas, privadas ou de cariz empresarial, terão menos quota disponível de estacionamento no espaço público (on street).

Por último, o futuro Plano Diretor Municipal quer, contribuir, sempre que possível, para a progressiva eliminação do estacionamento ao longo dos arruamentos e espaços públicos, propondo alternativas em estacionamento coberto (off street). Neste caso, através a implementação das designadas "Zonas XXI", áreas dedicadas a estacionamento para residentes em garagens de recolha existentes ou a criar.