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Destaques

Michael Goulian: "Só no Porto conseguimos sentir a energia das pessoas"
28-08-2017

A poucos dias da Red Bull Air Race (1-3 de setembro), e após uma primeira entrevista ao atual líder do campeonato, Kirby Chambliss, entra em discurso direto outro grande piloto em competição, Michael Goulian. O norte-americano vai já para a quarta participação em etapas nacionais e é um dos pilotos mais experientes do campeonato.


Natural do estado do Massachusetts, Goulian nasceu numa família que detinha uma das maiores escolas de voo do nordeste dos EUA. Aos 16 anos começou a voar a solo e aos 22 foi campeão pela primeira vez em acrobacia na classe avançada. Foi piloto de voos executivos e fundou uma escola de acrobacia aérea. É coautor de uma série de livros intitulados "Aviação Acrobática Básica e Avançada", que se tornaram referência do setor. Integra o restrito grupo de sete pilotos que conquistaram a tripla coroa de glória da acrobacia aérea: o Art School Memorial Award, o Bill Barber Award e a ICAS Sword of Excellence.

 

Simpático e carismático, Goulian é um empenhado promotor da aviação, seja a explicar o desporto perante as câmaras ou a conversar com os fãs em sessões de autógrafos. A etapa do Porto - onde apenas logrou obter um sexto lugar em 2008 como melhor classificação - poderá proporcionar as condições ideais para o seu avião, que tem recebido vários melhoramentos aerodinâmicos nos últimos meses com resultados cada vez mais visíveis. À PortoLazer, falou sobre a prova no Porto e suas expectativas.

 

MICHAEL GOULIAN

Equipa: Team Goulian       

País: Estados Unidos da América    

Idade: 48 anos (04-09-1968)

Avião utilizado: Zivko Edge 540 V2


Já correu em anos anteriores no Porto. Que recordações guarda dessa altura?

O que mais me impressiona no Porto é a altura das "paredes" que ladeiam o circuito nesta cidade. Quase que sentes que estás dentro de um Coliseu. Quando aqui corremos no passado, o nosso avião era muito bom a direito, mas perdia bastante velocidade nas zonas de subida vertical. O nosso atual avião possui um equilíbrio muito melhor entre ambas as características, mas principalmente uma excelente capacidade de viragem, e por isso pensamos que seremos capazes de nos dar muito bem este ano.


Acha que tem alguma vantagem em já ter competido aqui anteriormente?

Nem por isso. Todos os pilotos que agora enfrentamos são muito experientes, e a tecnologia disponível faz com que estejamos muito nivelados pois as ferramentas disponíveis para nos prepararmos são mesmo muito boas.

 

Qual é a sensação de competir tão perto das margens do rio Douro, com o imenso público a assistir e apoiar?

Em muitas das pistas em que voamos, não conseguimos sentir a energia dos espectadores, mas não é esse o caso do Porto. Quando atravessas o pórtico de partida e alinhas com a pista, consegues ver e sentir essas pessoas e todo o seu entusiasmo.

 

Quais as expectativas para a corrida de Portugal e para o Campeonato Mundial de 2017?

Estamos de olhos postos na conquista de uma primeira vitória na época de 2017, e o nosso objetivo é consegui-lo até ao final do campeonato. Portugal seria um local fantástico para ocuparmos essa posição central no pódio que perseguimos! Adoramos o país e as pessoas, e eu não vejo a hora de entrar em ação.