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Destaques

Metro do Porto comemora 14 anos enquanto espera anúncio da expansão
08-12-2016

O Metro do Porto faz 14 anos e constitui uma das maiores revoluções em matéria de mobilidade e ambiente operada na história da cidade do Porto. É uma das maiores redes de metropolitano ligeiro da Europa e provoca impactos muito positivos na sociedade e no território, em termos sociais, ambientais e económicos.


Atualmente a rede tem 67 km de extensão, 7,7 dos quais em túneis, é composta por seis linhas, possuindo uma frota de 102 veículos capazes de transportar cerca de nove mil pessoas em cada linha a cada hora. Existem 81 estações, 14 das quais subterrâneas.


Calcula-se que a existência do sistema de metro evite que 12 mil veículos circulem diariamente na cidade e que 55 mil toneladas de CO2 deixem de ser emitidas anualmente para a atmosfera.


60% dos clientes da Metro do Porto têm menos de 35 anos e cerca de 30% são estudantes. Em 2015 registou mais de 57 milhões de validações.


A Metro do Porto foi lançada no primeiro mandato do então presidente da Câmara do Porto, Fernando Gomes e por sua iniciativa. Na altura, tal foi considerado por muitos um projecto irrealizável e irrealista. Mas a congregação de vontades dos autarcas da Área Metropolitana, onde figuras como Vieira de Carvalho, Narciso Miranda, Luís Filipe Menezes, Rui Rio, Mário de Almeida, Macedo Vieira e Valentim Loureiro governavam as várias cidades servidas pelo Metro, acabou por ser determinante para a sua concretização e expansão. Durante o período de expansão da rede, presidiram à empresa Vieira de Carvalho, Valentim Loureiro e, interinamente, Rui Rio, antes do presidente do conselho de administração passar a ser nomeado pelo Governo e deixar de ser um autarca.


A primeira linha do Metro do Porto - ligando Senhor de Matosinhos à estação da Trindade (linha A) - foi inaugurada no dia 7 de Dezembro de 2002 pelo primeiro-ministro Durão Barroso. Nessa primeira fase, a rede possuía apenas 11,8 km e 18 estações, todas de superfície, sendo o antigo túnel ferroviário da Lapa, reconvertido para a rede do metro, o único percurso subterrâneo. A 5 de Junho de 2004, a linha foi estendida até ao Estádio do Dragão, pronta para o Campeonato Europeu de Futebol, que decorreu nesse ano em Portugal. A rede ganhou 3,8 km de linha e cinco novas estações no centro do Porto, em túnel subterrâneo aberto propositadamente para o metro.


Em 13 de Março de 2005, abriu o primeiro troço da segunda linha, a linha B, aumentando a rede em quase 7 quilómetros e 5 novas estações de superfície, ligando Pedras Rubras, a partir da Estação da Senhora da Hora já existente para a linha A, ao Estádio do Dragão. Esta nova linha usa o canal ferroviário da Linha da Póvoa, aberto no século XIX, e que ligava a Póvoa de Varzim ao Porto. Uma outra nova linha, a Linha C, abriu meses depois no dia 30 de Julho chegando até ao centro da cidade da Maia, o que significou um novo aumento de 6 km de linha e seis novas estações de superfície, parte da linha C, foi construída no antigo canal da linha ferroviária da Trofa.


A Linha D (amarela) abriu no dia 18 de Setembro de 2005 para ligar o centro de Vila Nova de Gaia ao extremo Norte do concelho do Porto, junto ao pólo universitário. Abrindo 5,7 km de rede e dez novas estações, quase todas elas subterrâneas. Existiram sérios constrangimentos nas escavações do túnel da linha D no centro do Porto que atrasou a abertura desta linha. A linha obrigou à construção de uma nova travessia rodoviária sobre o Douro ? a Ponte do Infante ? uma vez que o tabuleiro superior da Ponte D. Luís teve de ser fechado ao trânsito automóvel e convertido para o metro. Em 10 de Dezembro, a linha estendeu-se mais 804 metros em Vila Nova de Gaia, abrindo também uma nova estação (João de Deus). Nesta data estava prevista também a abertura das estações IPO e Hospital de São João. No entanto, devido a problemas de segurança levantados pela Escola Superior de Enfermagem do Porto (São João), os carris do metro passam a apenas 50 cm dos portões desta faculdade, o governo decidiu suspender a abertura até que todas as questões de segurança fossem ultrapassadas.


A abertura oficial do troço principal da linha Vermelha até à Póvoa de Varzim foi a 18 de Março de 2006, aumentando a rede em mais de 17,2 km e 15 novas estações.


Em 31 de Março, entraram em operação o segmento entre as Estações Fórum Maia e ISMAI da Linha C (4,5 km e 4 novas estações) e o segmento entre as Estações Pólo Universitário e Hospital de São João (1,2 km) da Linha D, com pequenos melhoramentos para o acesso à Escola Superior de Enfermagem.


Em 27 de Maio, em cerimónia presidida pelo então primeiro-ministro, José Sócrates, considerou-se concluída a primeira fase da rede, com a entrada em funcionamento da linha Violeta (linha E), que passou a ligar a Baixa do Porto ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, sendo a primeira rede de metropolitano em Portugal a fazer tal tipo de ligação e a segunda na Península Ibérica. Esta nova linha usa o canal da linha B, acrescentando apenas 1.480 metros e três novas estações.


Entretanto, a Linha D teve dois prolongamentos a sul com a abertura da estação D. João II, a 26 de Maio de 2008, e da estação de Santo Ovídio, a 15 de Outubro de 2011.


Já no mandato de Rui Moreira como presidente da Câmara do Porto, o tema da expansão da rede voltou a ser colocado, com o atual ministro do ambiente, José Pedro Matos Fernandes, a acordar a aplicação de cerca de 240 milhões de euros em novas linhas nos próximos anos.