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Destaques

Segurança máxima no Douro
01-08-2015

A organização do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 em Motonáutica começou pela segurança. Foi este o primeiro passo que teve de ser dado, elaborando um vasto plano que permite fazer frente a todas as eventualidades e que ultrapassa largamente as imposições regulamentares deste tipo de provas.

 

Na verdade, além de observar as necessidades específicas da competição, a organização não deixou de pensar no público, estabelecendo igualmente um forte dispositivo de segurança, capaz de atender aos milhares de espetadores que são esperados nesta tarde de sábado e amanhã, domingo, nas margens do rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia.

 

O patrulhamento da Policia de Segurança Pública é reforçado por equipas de segurança privada, enquanto equipas do INEM e elementos do Batalhão de Bombeiros Sapadores do Porto estão presentes em força, preparados para intervir com prontidão face a qualquer situação que requeira cuidados.

 

Mas é especialmente na água que as atenções são redobradas e os meios envolvidos requerem particular cuidado, pois em provas com barcos que facilmente superam os 200 quilómetros por hora, mesmo quando conduzidos por pilotos que, neste caso, estão entre os mais experimentados do mundo, os acidentes podem sempre acontecer. "E quando sucede um acidente, todos os segundos contam, o que implica estarmos preparados para intervir imediatamente", explica Luís Miguel Ribeiro, o diretor de prova em todos os Grande Prémios de F1 em Motonáutica.

 

O promotor internacional, a F1H2O, dispõe de equipas de mergulhadores, particularmente treinadas neste tipo de ocorrências, que estão estrategicamente distribuídas pelo circuito, acompanhando todo o desenrolar da ação a bordo de quatro barcos especialmente concebidos para estas missões de resgate e salvamento.

 

"A mobilidade destas equipas garante que conseguem em escassos segundos alcançar qualquer ponto do circuito", adianta ainda o diretor de prova.

 

Paralelamente, os Bombeiros Sapadores do Porto também estão distribuídos pelo rio com as suas equipas de mergulhadores, reforçando os meios da própria organização, que conta ainda com duas motos de água, um barco de 12 pés de comprimento e seis rebocadores, estes últimos reservados, precisamente, para desviar o circuito os barcos acidentados, de modo a que não constituam um obstáculo aos restantes.

 

Em terra, o INEM instalou um hospital de campanha apetrechado com equipamento e meios para primeira intervenção, junto ao "paddock", a que se juntam ambulâncias e mesmo equipas de bombeiros. Mas se as ambulâncias, os médicos, enfermeiros e socorristas somente permanecem de serviço nos períodos em que decorre a ação, já os bombeiros estão presentes em permanência e em regime de absoluta prontidão.

 

"Os motores dos barcos de Fórmula 1, a dois tempos, consomem um combustível especial que é fornecido pela organização, daí que temos um enorme depósito de 7000 litros de gasolina na área da Alfândega do Porto e isso exige um cuidado enorme cuidado", explica Luís Miguel Ribeiro, acrescentando que "em matéria de segurança não podemos poupar esforços e nesta prova no Douro, a organização local reforçou sobremaneira o dispositivo exigido", envolvendo adicionalmente cerca de uma centena de elementos.