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Marcelo Rebelo de Sousa felicita Rui Moreira por cumprir compromissos feitos com os portuenses
03-09-2016

O Presidente da República defendeu hoje a importância da dimensão cultural na governação, afirmando que a "falta de um universo cultural é uma limitação imensa para quem é servidor do povo". Marcelo Rebelo de Sousa falava durante a abertura oficial da Feira do Livro do Porto, que hoje se iniciou nos Jardins do Palácio de Cristal e se prolonga até dia 18.


"Eu não entendo que se possa ser governante sem se apostar na cultura", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que acrescentou: "haverá outros méritos significativos, mas a falta de um universo cultural é uma limitação imensa para quem é servidor do povo, para quem exerce atividades cívicas".


Antes, Rui Moreira fez um discurso eminentemente político, em que realçou o sucesso do certame, que há dois anos era considerado como sendo um risco.




A programação cultural da feira foi apresentada pela comissária geral, Maria Bochicchio. Logo após, o Chefe de Estado felicitou o presidente da Câmara do Porto por cumprir um compromisso assumido há três anos "que se traduzia na concretização desta feira do livro".


"Assumir compromissos é cartão de apresentação cívica de quem exerce atividades públicas", disse, acrescentando que estar muito satisfeito com o que a Câmara do Porto preparou para a edição deste ano, "porque tudo me toca, desde a "Descoberta de Tesouros numa biblioteca, até à homenagem a Virgílio Ferreira" e à escolha de Mário Cláudio como figura desta feira".


"Há dois dias eu recordava o Porto como capital da liberdade. Hoje recordo como capital da cultura. Mas não há separação entre liberdade e cultura. Não há liberdade sem cultura", concluiu o Presidente da República.


A Feira do Livro do Porto abriu esta sexta-feira, dia em que foram inauguradas as exposições "100 Tesouros da Biblioteca Pública do Porto" e "Reencontro com Vergílio Ferreira", a primeira com curadoria de Fernando Pinto do Amaral e origem numa ideia do antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto Paulo Cunha e Silva, organizando-se "em doze núcleos temáticos e cronológicos que dão a conhecer dezenas de obras impressas, em que se destacam incunábulos, mas também códices medievais, mapas, litografias e manuscritos diversos.


A mostra "Reencontro com Vergílio Ferreira - testemunhos e perspetivas no centenário do escritor" propõe um percurso pela criação literária do autor de "Para sempre" e "Até ao fim", com curadoria de Maria Bochicchio e Isaque Ferreira.


A Feira do Livro do Porto tem como tema "a Ligação" e incluir 69 editoras, 26 livrarias, 16 alfarrabistas, 12 instituições e oito distribuidoras, numa configuração muito semelhante à do ano passado.


Hoje, pelas 17 horas, Mário Cláudio será homenageado, com a atribuição de uma tília.