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Destaques

Já pode ter um vislumbre do resultado final do Cinema Batalha
30-06-2020

"Um novo Batalha" está a chegar à cidade e já é possível vislumbrar o resultado final, além de toda a sua história, através de uma maquete e da tela gigante que cobre agora o edifício.


A intervenção de requalificação do Cinema Batalha já decorre a todo o vapor, mas enquanto a obra não se encontra concluída, é possível ficar a conhecer a história do edifício e, até mesmo, ter uma ideia do resultado final da intervenção, através de uma tela gigante que cobre todo o exterior e de uma maquete exposta.

O painel que cobre todo o edifício, além de garantir um melhor isolamento das intervenções de requalificação que estão a decorrer no seu interior, conta também cronologicamente toda a história deste edifício emblemático da cidade do Porto.

Pautando os momentos mais marcantes da sua história, é possível fazer uma viagem desde a inauguração da primeira sala de projeção, no início do século XX, até aos últimos anos em que foi deixado ao abandono e em que a sua decadência se foi tornando mais evidente.

Os olhares curiosos de quem por aqui passa podem ainda ficar com um vislumbre de como o Cinema Batalha ficará quando as obras estiverem concluídas.

Inserida nos painéis que cobrem as paredes da obra, encontra-se agora uma representação em escala reduzida daquilo que será o aspeto final do edifício, que permite perceber as intervenções de restauro que serão levadas a cabo no exterior, preservando o aspeto geral da fachada do cinema, assim como o conhecemos.

As obras, iniciadas no último trimestre do ano passado, vão permitir, quando concluídas, devolver à cidade um Cinema Batalha completamente renovado, em que a inicial funcionalidade da terceira casa de espetáculos do Porto a ser considerada objeto de classificação patrimonial nacional, seguida do Teatro Nacional São João e do Coliseu Porto Ageas, será restituída.

Rui Moreira esteve no local esta manhã, numa visita que permitiu ao presidente da Câmara do Porto visionar a maquete e os painéis exteriores e ainda acompanhar a evolução do interior da obra de requalificação, numa visita orientada pela administradora da empresa municipal GO Porto, Cátia Meirinhos.

Classificado, em 2012, como monumento de interesse público, o Cinema Batalha foi entregue, em 2017, ao Município que assumiu a gestão deste equipamento cultural por um período de 25 anos.

Após o projeto ter ficado, durante dois anos, a aguardar no Tribunal de Contas, o estado de conservação do edifício deteriorou-se de tal forma que obrigou a uma reavaliação do mesmo por parte do arquiteto responsável, Alexandre Alves Costa, e do Atelier 15 Arquitectura e, consequentemente, à duplicação do investimento para a requalificação do imóvel, que passou para 3,95 milhões de euros.

A "Empreitada de Obras Públicas de Reabilitação do Cinema Batalha" veio materializar uma vontade já antiga de Rui Moreira, no cumprimento do seu plano cultural para a cidade, que começou em 2013 com a sua chegada à Câmara do Porto, elaborando uma proposta que pudesse resgatar o edifício do abandono a que se encontrava já há muitos anos, após vários projetos falhados de aproveitamento do espaço, que não correspondiam à sua inicial funcionalidade.

O projeto contempla a reformulação e remodelação do Cinema Batalha, com trabalhos profundos ao nível da estrutura, reabilitação das superfícies (pavimentos, paredes e tetos), das coberturas e da construção e instalação de novos equipamentos, acessos e redes, bem como a criação de novas salas.

Além disso, será ainda construída uma sala polivalente com bar e outras valências sociais naquela que era a conhecida Sala Bebé e ainda uma sala-estúdio na parte posterior do segundo balcão, criando capacidade para cerca de 150 pessoas. A plateia deverá manter os seus 346 lugares e a tribuna ficará com 222. 

O projeto abrange ainda uma segunda sala de projeção e o aproveitamento do terraço do edifício.

Centrada na promoção da sétima arte, a programação do equipamento vai estar enquadrada numa agenda cultural que se compromete a investir e a atrair todo o tipo de públicos.

No final da visita ao Cinema Batalha, Rui Moreira aproveitou para percorrer a Rua de Santa Catarina, onde abordou alguns comerciantes locais e fruiu ainda do momento para comprar o livro "Porto, a Entrada para o Mundo", publicado recentemente pelo autor e historiador escocês, Neill Lochery, e que explica o porquê da Invicta ser uma cidade comercial e cultural vibrante que se orgulha das suas raízes históricas e ligações com o mundo.