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Investigadores do INESC TEC criam sistema que deteta e isola células cancerígenas
12-03-2020

Uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) desenvolveu um sistema que permite identificar, isolar e distinguir células cancerígenas, com recurso à fibra ótica.


Num futuro próximo, o objetivo é aplicar o sistema, designado iLoF - intelligent Lab on Fiber, para "testes rápidos e pouco invasivos em doenças como o Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral, Parkinson ou cancro", refere o INESC TEC, em comunicado.


A divulgação, que sucede a um artigo científico publicado na conceituada plataforma online Scientific Reports, refere que este "sistema inteligente baseado em fibra ótica" arquiva "impressões digitais" de várias doenças.


Desenvolvido por dois centros de investigação e uma spin off do INESC TEC, o iLoF vai permitir, na prática, ser uma alternativa a "ensaios dispendiosos, morosos e complexos, que recorrem a técnicas que requerem infraestruturas laboratoriais avançadas", esclarece Joana Paiva, uma das autoras do estudo.


Ao combinar algoritmos de inteligência artificial com "sinais de base fotónica", o sistema distingue-se ainda pela capacidade de identificar categorias "únicas" de biomarcadores, avançam os cientistas.


"Este trabalho que publicamos mostra que o sistema iLoF é capaz de identificar as células com perfil de glicosilação cancerígeno distinto com uma precisão acima de 90%, através de um método simples que pode ser utilizado, futuramente, em qualquer local", continua a mesma investigadora.


O dispositivo "permitiria uma seleção das células vivas circulantes capturadas de acordo com as suas características biológicas. Além disso, o sistema pode constituir um avanço significativo em futuras metodologias de deteção de cancro e outras doenças com base no rastreamento rápido de células individualizadas", conclui Joana Paiva, diretora de tecnologia da spin off iLoF - intelligent Lab on Fiber, nascida no INESC TEC.