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Holodomor ou a tentativa de genocídio do povo ucraniano pela URSS
27-11-2018
"Holodomor (Fome): Ucrânia 1932-1933 - genocídio do povo ucraniano" é o título da exposição que está patente no Palacete dos Viscondes de Balsemão, na Praça de Carlos Alberto.

Com recurso a fotos, textos e imagens, aí se recorda a Grande Fome, nome para o ato de genocídio que o regime soviético estalinista cometeu contra o povo ucraniano, há oito décadas.

O Holodomor, reconhecido como tal por vários países, entre os quais Portugal, teve como principais causas a coletivização forçada de agricultores; a brutal política de confiscação das colheitas e reservas alimentares, recorrendo-se a todo o tipo de violências e abusos; a privação do acesso aos alimentos básicos, através do encerramento das fronteiras da Ucrânia, impedindo que os camponeses procurassem alimentos na Rússia e noutras regiões; a suspensão completa de qualquer tipo de comércio (incluindo a troca natural).

Organizada pelo Consulado da Ucrânia no Porto, esta exposição documental pretende contribuir para impedir que seja esquecido o sofrimento do povo ucraniano às mãos de José Estaline: calcula-se que a Grande Fome, organizada e executada pelo regime estalinista, ceifou na Ucrânia a vida a cerca de sete milhões de pessoas durante dois anos.

O objetivo das autoridades soviéticas era, não só quebrar a resistência dos agricultores ("a espinha dorsal" da nação ucraniana) à coletivização agrícola, como também eliminar a alegada conspiração nacionalista que pretendia separar a Ucrânia da restante União Soviética.

Dezenas de aldeias ucranianas extinguiram-se por completo devido à fome e houve uma tentativa de apagamento da memória, fenómeno que a exposição "Holodomor (Fome): Ucrânia 1932-1933 - genocídio do povo ucraniano" pretende contrariar.

Este pedaço da História pode ser visitado de segunda-feira a sábado, entre as 10 e as 17,30 horas, até 15 de dezembro.
Entrada livre.
Mais informações: tel. 223 393 480 / e-mail dmcc@cm-porto.pt