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Destaques

Há camélias em flor no Palácio da Bolsa
04-03-2017

Sob o tema "Porto Histórico", abriu hoje a 22.ª edição da Exposição de Camélias, iniciativa organizada pela Câmara do Porto e pela Associação Portuguesa das Camélias, que encerra este domingo, no Palácio da Bolsa. Presidente da Câmara do Porto e Ministro do Ambiente entregaram os prémios aos vencedores do concurso que distingue as melhores camélias em exposição.




Organizada pela primeira vez em 1984, no Mercado Ferreira Borges, a Exposição de Camélias do Porto é já um evento obrigatório e de longa tradição na cidade no início do mês de março, altura em que os jardins do Porto se enchem de camélias, anunciado a chegada da primavera.


Embora de origem asiática, há muito que o Porto adotou esta flor como sua, preservando a sua história e renovando a cada ano a sua íntima ligação à camélia, já por tantas vezes apelida de rainha das flores.


A curiosidade, o entusiasmo e o empenho que privados, colecionadores, produtores ou simples admiradores dedicam a esta cultivar ao longo de todo o ano tem o seu ponto na exposição e no concurso que a Câmara do Porto, juntamente com a Associação Portuguesa de Camélias, organizam anualmente, com um sucesso crescente e uma adesão que supera recordes a cada edição.


Basta recordar que, no ano passado, quase 15 mil pessoas visitaram a última exposição realizada na Casa de Serralves. Este ano, e pela amostra do primeiro dia, a XXII Exposição de Camélias do Porto poderá mesmo vir a bater este número no final do dia de amanhã.


Tendo este ano por palco o belíssimo Palácio da Bolsa, em pleno Centro Histórico da cidade, o tema da exposição deste ano não poderia ser mais apropriado: "Porto Histórico. Cidade das Camélias".


Como sublinhou o Presidente da Câmara do Porto, "Porto histórico e camélias são dois temas particularmente gratos aos portuenses, que não abdicam da preservação da sua história e que têm, com esta maravilhosa flor, uma relação que, de tão íntima, chega a ser estranha aos olhos dos forasteiros".


Trata-se de uma relação tão próxima e enternecedora que faz "já parte do nosso ADN", sustentou Rui Moreira, garantindo que "uma cidade viva e capaz de preservar a sua história não é uma cidade parada, como hoje alguns parecem querer preconizar".


"Uma cidade e as suas tradições preservam-se com progresso. Uma cidade que não seja confortável e interessante, moderna, desenvolvida e cosmopolita, definha com uma flor que não seja regada", alertou o autarca.


É, por isso, explica, que "a preservação de uma flor - ou de uma cidade - é uma tarefa dinâmica, feita de pessoas, de novas pessoas, de novas flores".


Alertando para o perigo de se poder travar este caminho, ressuscitando Velhos do Restelo, o presidente da Câmara do Porto apontou o exemplo do Ministro do Ambiente, que presidiu a cerimónia de inauguração, como o inverso do mobilismo e da resignação.


"É um imenso prazer estar de volta a uma cidade tão vibrante como o Porto. Uma cidade que hoje não é só conhecida pelos seus monumentos e pelo seu património, mas que é também hoje reconhecida pelas suas dinâmicas ambientais", afirmou João Matos Fernandes, elogiando a ambição da autarquia em tornar-se numa cidade cada vez mais sustentável.


O Ministro do Ambiente e o autarca do Porto entregaram, depois, os prémios aos vencedores das três categorias a concurso nesta XXII Exposição de Camélias do Porto.


O prémio para a "Melhor Camélia de Origem Portuguesa" foi este ano para a Quinta Vilar D'Allen (Porto), enquanto o prémio para "Melhor Camélia" foi atribuído à Casa do Souto (Fafe). Finalmente, para o "O Melhor Arranjo Floral com Camélia" o júri do concurso premiou o japonês Tatsuya Kanda.


Paralelamente à exposição, que se prolongará até às 19 horas deste domingo, decorre também no interior do Palácio um Mercado de Camélias e um teatro de sombra japonesas. No exterior, foi também hoje inaugurada uma instalação artística alusiva à flor do inverno, que estará patente até 11 de março na Praça do Infante, assim como a Mostra de Trabalhos Escolares que, este ano, se distribuirá pelos clássicos candeeiros das ruas das Flores e de Sousa Viterbo, pelo Largo de S. Domingos e também pela Praça do Infante.


Este sábado à noite, o programa deste primeiro dia termina com um concerto sinfónico na Casa da Música, com início às 21,30 horas.


A Semana das Camélias vai prolongar-se até 11 de março, com perto de uma centena de iniciativas distribuídas por vários locais da cidade. Veja aqui o programa completo.