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Destaques

Galeria Municipal anuncia 8 exposições e revela novas parcerias com a Fundação EDP e o MAAT em 2020
26-02-2019
Os artistas, a arte contemporânea e o público podem contar com novos e importantes projetos e com muito dinamismo da Galeria Municipal do Porto em 2019 e 2020, a avaliar pelos anúncios feitos hoje na apresentação da programação anual.

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Rui Moreira, o seu Adjunto para a Cultura, Guilherme Blanc, e o administrador da Fundação EDP (mecenas da Galeria), Miguel Coutinho, revelaram detalhes sobre as próximas exposições, mas também ideias que pretendem pôr em prática nos próximos tempos de modo a levar mais longe a ação da Galeria Municipal do Porto.

Desde logo, Miguel Coutinho deu conta de um enorme agrado por parte da Fundação EDP na parceria que vem mantendo com o Município e a sua Galeria, onde vem mostrando parte da Coleção EDP/MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. Parceria essa que será aprofundada em 2020 através da coprodução de exposições, conforme revelou.

Entretanto, a programação - que o administrador da Fundação EDP considerou "tão diversificada e estimulante" - prevê para o corrente ano um orçamento de programação que será de 450 mil euros. Segundo Rui Moreira, a Galeria Municipal concretizará em 2019 oito exposições (seis em 2018), além da edição de sete livros, indo também conhecer melhorias a nível do edifício em que coabita com a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nomeadamente nas áreas comuns. Um dos objetivos é ficar melhor preparada para acolher os projetos artísticos e o público, tendo em conta que voltou a registar em 2018 um aumento do número de visitantes e atingiu os 115 mil.

Por outro lado, o presidente da Câmara explicou ter como prioridades para a Galeria Municipal o reforço da sua ação na dupla vertente: por um lado, no investimento em "projetos curatoriais que partem de investigação em diversas áreas contemporâneas"; por outro, "no desenvolvimento de novas práticas artísticas" para que considera oferecer a Galeria "condições que são singulares no panorama nacional, não apenas numa perspetiva financeira, mas também de experimentação de ideias e de processos de trabalho".



Programação para 2019

Irá manter-se o equilíbrio entre os artistas que não são da cidade e os convites a artistas do Porto ou a curadores que podem desenvolver projetos potenciadores da cultura artística da cidade, segundo uma programação que o Adjunto de Rui Moreira, Guilherme Blanc, apresentou detalhadamente com o apoio de alguns dos curadores e artistas que farão a nova temporada da Galeria Municipal do Porto.

Assim, já a 16 de março, serão inauguradas as exposições "Astray" e "Anuário". A primeira, com curadoria de Sofia Lemos, resulta de uma parceria com a Kunsthalle Lissabon que apresenta pela primeira vez em Portugal o trabalho da artista francesa Caroline Mesquita, desenvolvido especificamente para o espaço da Mezannine da Galeria Municipal.

Por sua vez, "Anuário" resulta de um trabalho continuado de acompanhamento e reflexão sobre as práticas curatoriais e artísticas no Porto ao longo de 2018, e de um processo de curadoria participado de Joana Machado, Joaquim Durães, José Maia, Miguel Flor e Rita Castro Neves. Nesta primeira edição, comissariada por João Ribas e Guilherme Blanc, "Anuário" pretende estabelecer uma cartografia da produção artística na cidade.

Em junho, serão inauguradas mais duas exposições: "De Outros Espaços", com curadoria de Pedro Gadanho e João Silvério, que propõe uma abordagem temática à Coleção de Arte Fundação EDP; e " ?Desertado'. Algo Que Aconteceu Pode Acontecer Novamente", projeto expositivo resultante de um convite à artista Maria Trabulo que, com a curadora Pieternel Vermoortel, refletirá sobre o lugar que a ficção ocupa nas construções sociais e políticas de hoje e o papel do artista no contexto político atual.

No último quadrimestre de 2019, a Galeria Municipal apresenta ainda quatro exposições. A primeira dessas é "Millennials - Design Do Novo Milénio", com curadoria de José Bártolo e integrada na programação da Porto Design Biennale, que pretende traçar um perfil dos designers millennials, cujos projetos e métodos de trabalho foram marcados por certas características políticas, económicas e tecnológicas.

Seguir-se-á "Estar Vivo é o Contrário De Estar Morto", cujo foco estará na necessidade de vermos o corpo humano enquanto agente de extermínio e, simultaneamente, de salvação do planeta, com recurso a práticas artísticas performativas, pictóricas e fílmicas, numa exposição com curadoria de Guilherme Blanc e Luísa Saraiva;

Em "9 kg de Oxigénio", o projeto "Uma Certa Falta de Coerência" foi convidado a desenvolver uma exposição que partisse das problemáticas relacionais entre o trabalho curatorial independente e o contexto expositivo institucional, e as condicionantes a que o primeiro está habitualmente sujeito;

Por fim, será apresentada a primeira exposição resultante do concurso "Expo'98 no Porto", com o valor de apoio de 34.000 €, dirigido a curadores e artistas residentes no Porto.

Conheça a programação ao detalhe no site da Galeria Municipal do Porto.