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Frente Atlântica vai com o FITEI à conquista do poder
24-05-2018
Os empoderamentos foram escolhidos como tema do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, que ganha neste ano uma maior robustez ao aproximar ainda mais Porto, Gaia e Matosinhos, já entre 12 e 22 de junho. Mas alarga a sua influência e vai também à conquista de Felgueiras e Viana do Castelo, além de ter um desdobramento em setembro e outubro que é motivado pela questão dos apoios financeiros. 

Depois do sucesso recente com mais uma edição do Festival DDD - Dias da Dança, os três municípios da Frente Atlântica apresentaram hoje outro grande festival artístico que também já entrou "nas agendas dos atores, programadores e públicos nacionais e, cada vez mais, internacionais", conforme salientou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Em conferência de imprensa no Café Rivoli, Rui Moreira e os vereadores da Cultura de Gaia, Paula Carvalheira, e de Matosinhos, Fernando Rocha - acompanhados pelos diretores artísticos do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes, do Teatro Nacional São João, Nuno Carinhas, e do FITEI, Gonçalo Amorim - foram unânimes ao frisar as vantagens que a aproximação dos três municípios tem trazido a esta área metropolitana, deixando a porta aberta a futuros projetos comuns que tenham a Cultura - e não - só como motor.

Daí também o reforço anunciado pela Câmara do Porto ao festival, que totaliza os 110 000 euros em apoio direto e coproduções, numa programação que levará só ao Teatro Municipal do Porto 12 espetáculos com 19 récitas.

Mas também espaços de Gaia e Matosinhos, assim como de Felgueiras e Viana do Castelo, receberão espetáculos, ações de formação e outros eventos do FITEI 2018, cuja apresentação não passou ao lado das polémicas sobre os apoios financeiros à criação e produção cultural. Foi mesmo ocasião para Rui Moreira garantir a continuidade de estruturas como o TEP e o Festival Internacional de Marionetas do Porto.

Entretanto, o FITEI deste ano tem como tema os empoderamentos, o que servirá para "guiar as atividades paralelas e para munir o festival de uma linguagem comum que permita um diálogo mais horizontal com os artistas e com o público". A explicação é do seu diretor artístico, Gonçalo Amorim, que vai mais longe: "Este tema não pretende condicionar os artistas, mas sim ajudar a fixar o discurso sobre as suas obras, com toda a abertura que elas necessitam para serem percecionadas".

Assim, os 10 dias do festival darão foco à necessidade de dar poder a quem normalmente não o tem: a mulher, as minorias étnicas, o pobre, o habitante do sul da Europa e o do sul do mundo, o indígena e outros.

 

O FITEI, que vai para a sua 41.ª edição, começa com a apresentação do livro comemorativo dos 40 anos, logo no dia de abertura, e terá extensões em setembro/outubro com a presença de nomes internacionais. E a razão do desdobramento é, mais uma vez, a das dificuldades financeiras, pois só nessa altura deverá haver mais fundos disponíveis para assegurar algumas das presenças.

Gonçalo Amorim destacou entre os principais nomes e os trabalhos de grande qualidade a apresentar nesta edição o projeto brasileiro Caranguejo Overdrive, de Aquela Companhia, Mendoza de Los Colochos (México), An House in Asia dos catalães Agrupación Señor Serrano, Correo da chilena Paula Aros Gho, Altíssimo do pernambucano Pedro Vilela e a residência Yo Escribo y Vos Dibujás no regresso do argentino Federico León.

Em termos nacionais, sobressai a nova obra de Victor Hugo Pontes "Margem", que parte dos Capitães da Areia de Jorge Amado e de histórias recolhidas em adolescentes institucionalizados na Casa Pia de Lisboa e no Instituto do Terço do Porto.

O diretor artístico referiu ainda a ida do festival a espaços aonde nunca foi, como o Mira e o CACE Cultural, e destacou igualmente a nova obra de Marco Martins "Provisional figures: Great Yarmouth", que pensa o surto migratório português da última década para esta localidade inglesa, e as quatro novas obras das encenadoras/criadoras Sara Barros Leitão, Ana Luena, Raquel S. e Diana de Sousa. 

Tudo isso e muito mais fazem a programação do 41.º FITEI, que está detalhada aqui.