Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Fonoteca Municipal tem inauguração marcada para setembro e reúne cerca de 35 mil discos de vinil
26-06-2020

A Fonoteca Municipal de Vinil da Câmara do Porto está concluída e tem inauguração marcada para finais de setembro. O complexo, integrado na Plataforma Campanhã, foi esta tarde visitado por Rui Moreira e será um espaço dedicado à apreciação musical e à indústria da música e do audiovisual.


O projeto apresentado em 2017, no pavilhão devoluto da Rua de Pinto Bessa, está agora concluído e, após obras de recuperação e adaptação, recebe a Fonoteca Municipal com cerca de 35 mil discos de vinil prontos para serem ouvidos.

A obra do espaço, visitado esta tarde pelo Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e pelo Diretor de Cinema e Arte Contemporânea da Empresa Municipal Ágora Porto, Guilherme Blanc, encontra-se concluída, assim como todo o processo burocrático de licenciamento e tem inauguração planeada para o final do mês de setembro, coincidindo com o arranque da nova temporada cultural.

O acervo do arquivo sonoro municipal, integrado no projeto, é composto por uma coleção de 35 mil fonogramas em formato de vinil, que resulta de duas doações feitas ao município pela RDP e pela Rádio Renascença, no ano de 2008.



Segundo Guilherme Blanc, este pretende ser um "espaço de apreciação musical" e de "fruição deste património" que, em breve, "fará parte de um projeto público de apreciação e de fruição musical", onde "as pessoas podem vir, conhecer, aprender música e o património musical português e internacional".

O projeto municipal encontra-se inserido na Plataforma Campanhã que tem a sua génese nos estúdios de gravação Arda Recorders, empresa criada a partir dos Estúdios Sá da Bandeira e que ganha agora novos contornos com a conclusão deste projeto apresentado à autarquia em 2017.

A Fonoteca Municipal encontra-se assim inserida num complexo que dispõe de apoio de estúdios de gravação e de pós-produção de áudio que, segundo João Brandão, da Arda Recorders, dá-lhes a possibilidade de "conseguir digitalizar, restaurar ou preservar melhor certos fonogramas que serão provavelmente únicos" e que se encontram no acervo do município.

"Nós temos, no nosso acervo da fonoteca, registos antiquíssimos que não são de todo comerciais, portanto são registos com um valor cultural nacional muito importante e muito interessante e nós queremos preservá-los", de forma a "garantir que não se perdem para sempre quando o disco deixar de existir".

A Fonoteca Municipal é constituída por uma base de dados que pode ser consultada e acedida, de forma livre, por parte do público, e na qual será possível procurar o fonograma que se pretende ouvir, utilizando de seguida os três postos de escuta disponíveis para o efeito.

João Brandão acrescenta ainda que serão geradas e promovidas iniciativas de "cativação de público para a procura de fonogramas mais ou menos conhecidos", bem como, por exemplo, para a "transmissão de algumas ideias que venham a ser descobertas através da exploração desses fonogramas", uma vez que este arquivo é suposto ser "um processo orgânico e dinâmico" e não "um arquivo morto e parado".

Além do acervo municipal de discos de vinil e dos estúdios de gravação, o complexo dispõe ainda de câmara de eco, espaços para realização de voz off, finalizações musicais, restauro de suportes (como fitas magnéticas e outros), zonas de lazer, valências pedagógicas e ainda escritórios de várias empresas de setores ligados à música que ali se vão instalar.