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Destaques

"Porto Património Mundial 20 anos| 20 imagens"
05-12-2016
No dia em que o Porto comemorou a classificação pela UNESCO, a autarquia lançou o livro "Porto Património Mundial 20 anos| 20 imagens", na Biblioteca do Seminário Maior. 

É o resultado de uma parceria entre a autarquia e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), e reúne, em livro, um conjunto de fotografias alusivas ao Centro Histórico, captadas por 20 fotógrafos nacionais, com textos de Álvaro Domingues (geógrafo e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto), Gaspar Martins Pereira (historiador e professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e Manuel Carvalho (jornalista e redator principal do jornal Público).

A classificação do Centro Histórico do Porto como Património da Humanidade conduz a um processo de transformação de uma cidade. Faz-se a renovação urbana, reabilitam-se edifícios degradados e, consequentemente imprime-se dinamismo a um espaço que se quer dos cidadãos e para os cidadãos.

Na cerimónia de lançamento do livro "Porto Património Mundial 20 anos| 20 imagens", o presidente da Câmara do Porto começou por agradecer a todos os que, com generosidade, contribuíram para a concretização deste projeto com fotografias e com textos. Continuou, referindo que a "cidade deve ser vista com uma visão aberta e cosmopolita, que não se pode (voltar a) fechar. Quem vem ao Porto deve sentir-se portuense". 

Rui Moreira agradeceu a todos os que se envolveram e se comprometeram com a candidatura do Centro Histórico do Porto a Património Mundial da Humanidade, numa altura em que os critérios de candidatura eram ainda mais exigentes. O edil agradeceu, também, ao seu antecessor, Dr. Fernando Gomes, pelo trabalho de preparação da Sociedade de Reabilitação Urbana, acrescentando que "o desenvolvimento das cidades se faz sempre através de contradições. A cidade é espaço de conflitos que um dia se congregam e noutro se desagregam". 



O edil do Porto mencionou as ligações históricas que aproximam o Porto a Marraquexe, cumprimentando a vice-presidente da Câmara de Marraquexe para as Relações Internacionais e para a Cooperação Descentralizada, Sra. Awatef Berdai, que esteve presente para a conferência que se seguiu sobre Cidades Património da Humanidade.

Na perspetiva de que uma cidade só se realiza como tal, com cidadãos, para os cidadãos, a cidade como espaço vital e dinâmico deve ser trabalhada com políticas de equilíbrio, que criem emprego e apostem na atração do turismo. Para isso, tem de haver uma política de inserção das pessoas, dos cidadãos no património, através da renovação urbana, da reabilitação dos edifícios degradados, da habitação onde haja paixão de viver.

O presidente da Câmara do Porto refere ainda que neste processo de preservação do património histórico de uma cidade "se deve errar o menos possível, tentar não estragar, perceber o sentido de pertença", sendo que "este é um trabalho democrático que não se esgota de quatro em quatro anos. É um trabalho do cidadão, os cidadãos devem participar no PDM, as pessoas devem organizar-se. É importante questionarem e lerem", concluiu Rui Moreira.

O presidente da Câmara do Porto termina acrescentando que acredita ser possível que daqui a 30 anos o centro histórico do Porto ainda continue a ser património Mundial da Humanidade.