Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

"Há uma nova forma de fazer cidade", diz presidente da Junta de Campanhã sobre o projeto para o Matadouro
21-04-2016

Cerca de 700 pessoas assistiram ontem à apresentação pública do projeto que irá transformar o antigo Matadouro Industrial num pólo de desenvolvimento social, cultural e económico na zona oriental do Porto. Durante a apresentação, Ernesto Santos, presidente da Junta de Campanhã, expressou gratidão e disse que o projeto vai mudar a cidade.


O presidente da Câmara do Porto afirmou que as obras de reconversão irão arrancar em 2017 e representam um investimento de 10 milhões de euros.


"O projeto de arquitetura está pronto, agora temos de avançar com as especialidades e, depois, abrir um concurso público internacional, por isso, as obras vão demorar sempre mais de um ano a arrancar", explicou Rui Moreira, durante a apresentação.


Desativado há mais de 20 anos, o antigo Matadouro Industrial de Campanhã está implantado num terreno com 29 mil metros quadrados e resulta de um projeto aprovado em 1910 pela Câmara do Porto. Segundo o presidente da Câmara, o projeto desenhado "cola três partes do triângulo prioritário para a cidade" que são a economia, a cultura e a coesão social, eixos no qual os portuenses "confiaram", aquando a sua candidatura à Câmara do Porto.


"Queremos que este espaço, que equivale a três campos de futebol, passe a ser uma rua do Porto onde as pessoas passem, estejam ou pratiquem atividades", salientou o autarca.


Um terço do edifício será dedicado a empresas algo que, para Rui Moreira, "vai trazer gente, trabalho e emprego". "O nosso objetivo é que este espaço esteja cheio de pessoas a trabalhar e não que venham cá apenas para as atividades culturais, para que seja sustentável", realçou.


Rui Moreira frisou que o executivo "sabia que não queria vender, nem demolir o matadouro", tendo sido esta uma opção que vai beneficiar a cidade.


O presidente da Junta de Freguesia da Campanhã, Ernesto Santos, presente na apresentação fez questão de manifestar publicamente o seu "profundo sentido de gratidão pela governação da cidade do Porto que demonstra, finalmente, que há de facto uma nova forma de fazer cidade".


Ernesto Santos salientou ainda que Rui Moreira "comprometeu-se" em campanha eleitoral em "dar vida ao matadouro" e cumpriu.


Coube a Guilherme Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura, explicar as diferentes componentes que farão do Matadouro um projeto estrutural para a cidade. Vão ser criadas 10 valências: "Área de Empresas Criativas e Tecnológicas", "Museu da Indústria", "Arte e Comunidade", "Reserva de Arte Contemporânea", "Nave-multiusos", "Laboratório de Gastronomia", "Estúdios Média e Audiovisual", "Artes e Ofícios Tradicionais", "Polo de Desporto" e "Residências Criativas".


O projeto para o equipamento contempla também "uma passagem privilegiada e ligação ao Metro para servir visitantes, trabalhadores e a população residente na zona da Corujeira" e um "novo atravessamento pedonal entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a linha de caminho-de-ferro".


O projeto foi levado na semana passada à Trienal de Arquitetura e Design de Milão, onde, no âmbito de uma parceria com a ESAD, Escola Superior de Artes e Design, foi mostrado à comunidade especializada internacional.


Depois da apresentação e exibição de um filme sobre a transformação do espaço, seguiu-se um evento de comemoração, com música a cargo de vários dj's.