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Festival Vivarium propõe pensar as consequências inerentes à revolução digital
05-03-2018
O Vivarium quer convocar as artes para pensar o homem e a tecnologia. Nasce no Porto e vai decorrer a 24 e 25 de março no Maus Hábitos, tornando-se no mais novo festival internacional de new media.

Fomentar a reflexão sobre a revolução digital de forma multidisciplinar e aprofundar a discussão sobre a relação entre a cultura humana e a cibernética, através de performances, conversas, exposições e música, são os principais objetivos da iniciativa, uma coprodução da Câmara do Porto que envolve a Saco Azul, o Maus Hábitos, o Ministério da Cultura e a Else Association.

De acordo com a curadora, o atual momento cultural da cidade e o compromisso do Porto com o modelo "smart city" dão o contexto a um evento que vai além das artes para alcançar domínios vastos.

A primeira edição do Vivarium traz à cidade o espetáculo "Corpus Nil", uma estreia nacional do italiano Marco Donnarumma, considerado como um nome incontornável da media arte contemporânea e que se tem distinguido pela capacidade de usar a tecnologia emergente na construção das suas obras. "Corpus Nil" mostra um ritual de nascimento para um corpo modificado, com a qual ganhou o prémio internacional Ars Electrónica Center.

O escritor Gonçalo M. Tavares vai coordenar uma oficina com base no livro "Atlas do Corpo e da Imaginação", além de participar na conversa "Questões Éticas e Estéticas Abertas pela Revolução Digital", com o diretor artístico do New Art Fest, António Cerveira Pinto, sob moderação de Marta Bernardes.

O festival vai contar com uma 'performance' inédita de Jonathan Schatz com Nicolat Canot, intitulada "In Vitro", depois de uma "mini-residência artística", enquanto Ícaro Pintor e Joaquim Pavão apresentam "Ifsting Split", e o projeto Krake, do baterista de peixe:avião, Pedro Oliveira, vai atuar na esplanada do Maus Hábitos.

No que diz respeito a trabalhos expostos, vai incluir obras de nomes como Silvestre Pestana, Diogo Tudela, Miguel Palma e Nerea Castro.

O Vivarium deverá adquirir uma periodicidade anual, será dotado de uma "abordagem multidisciplinar" e, para 2019, estão já previstas residências de longo prazo na cidade e eventos para lá do Maus Hábitos.

Com várias atividades gratuitas, os bilhetes para o festival vão custar oito euros, em compra antecipada, e dez euros, no dia. As inscrições para a oficina de Gonçalo M. Tavares serão limitadas a 30 pessoas e vão custar 30 euros.