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Destaques

Festival Extremus promove inclusão através das artes
25-10-2017

Arranca esta quarta-feira a edição de 2017 do Festival Internacional Extremus, promovido pela Associação de Paralisia Cerebral do Porto (APPC). Até sábado, dia 28 de outubro, há várias atividades espalhadas por auditórios e escolas do Porto e de Gondomar, que juntam no mesmo palco atores com e sem deficiência.


A companhia "Era uma vez... Teatro" da APPC é a anfitriã dos projetos culturais e educativos trazidos por companhias nacionais e estrangeiras. Para os quatro dias estão agendadas mais de duas dezenas de atividades, desde peças de teatro, oficinas, sessões de música e dança, entre outras.


Mónica Cunha, da organização e encenadora da companhia anfitriã, em declarações à agência Lusa, destacou as expressões na música, dança e teatro, sem esquecer a vertente formativa do evento. A encenadora falou da importância de evolver os mais jovens, recusando os rótulos de "inclusivo ou especial", pois considera que "não há teatro inclusivo nem especial, há teatro".


Designado por Extreminhus (nome dado à vertente infantil do festival Extremus), este ano, a organização optou fazer itinerância pelas escolas, porque considera que "deve fazer parte do projeto educativo a sensibilização para a diversidade", disse Mónica Cunha.


Nesta edição, destaque para a estreia absoluta da peça "Epidemia Urbana" que parte de textos da obra "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago e que vai a cena no sábado, pelas 16,30 horas, na Fundação José Rodrigues.


A iniciativa conta, este ano, com as participações, das companhias das APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Ponte de Lima, Santarém e Viana do Castelo, bem como instituições ligadas à paralisia cerebral de Lisboa e Coimbra, o Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (Torres Novas), a Sociedade Columbófila Dez de Junho (Gondomar), a Fundação ANADE, de Madrid, e a Companhia Bacantoh, de Barcelona. 


O festival vai circular por vários palcos de ambas as cidades: Auditório Horácio Marçal (Paranhos), Auditório Municipal de Gondomar, Escola EB 2,3 Júlio Dinis (Gondomar), Escola Secundária do Cerco do Porto e, ainda, Fundação Escultor José Rodrigues (Porto).


De acordo com informação da APPC, desde o seu arranque, em 1999, o Extremus, com periodicidade bianual, já foi responsável pela programação de 130 espetáculos e apresentou em palco 95 companhias profissionais e amadoras de pessoas com deficiência. O Extremus é cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo Instituto Nacional de Reabilitação.


+Info: Programa Completo | APPC