Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Feira do Covelo pode ser realidade se a cidade quiser
28-06-2019
A Câmara do Porto quer avaliar a possibilidade de criar um mercado de frescos nas portas do Parque do Covelo e vai abrir o procedimento para a criação de um Regulamento da "Feira do Covelo".

Manter viva a "tradição das feiras de frescos e o contacto que existe entre o produtor/vendedor e os visitantes" é um dos principais objetivos apontados pelo vereador da Economia, Turismo e Comércio, Ricardo Valente, para lançar este desafio à cidade.

Considerando que "o Mercado do Covelo tem perdido vendedores ao longo destes anos" e que, neste momento, está inclusive "limitado a uma vendedora de produtos frescos", pretende-se inverter este cenário, propondo à população um novo formato do evento.

Não muito distante do sítio onde atualmente se realiza, mas longe do "intenso movimento rodoviário, proveniente de uma das principais entradas da cidade do Porto", a feira de frescos ficará instalada nas portas do Parque do Covelo, espaço "frequentado por muita gente e que acaba por ser um ponto de encontro para muitas famílias", refere a proposta assinada pelo vereador, que foi apreciada em reunião de Câmara desta sexta-feira.

O início do procedimento da Feira do Covelo foi aprovado por maioria, com voto contra do vereador do PSD, Álvaro Almeida, que argumentou não ser esta a melhor localização para a instalação do mercado, que pode entrar em concorrência com o comércio tradicional da zona.

Ricardo Valente rebate e assinala que o objetivo é "dinamizar o Parque [do Covelo]", considerando que "estamos cá para dar vida à cidade". E acrescenta que esta é uma forma de "abrir o Parque a mais gente", além das pessoas que já usufruem do equipamento para praticar desporto ou pelo parque infantil.

Caberá agora às "forças vivas da cidade reagir à criação deste novo mercado", declarou Manuel Pizarro, vereador do PS, posicionando-se assim a favor da medida.

Segundo Ricardo Valente, a ideia é que o mercado funcione uma vez por semana, numa lógica semelhante à do mercado biológico que é organizado no Parque da Cidade, também com "mobiliário urbano adequado", garantiu.