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Faculdade de Medicina homenageia cidadãos que doaram corpo à ciência
21-11-2017
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) recebeu, na última década, uma média anual de 12 a 15 cadáveres para estudo e investigação, que têm contribuído para manter vivo, desde 1980, o Programa de Doação Cadavérica do Departamento de Biomedicina da FMUP.

Para homenagear esses cidadãos que, em vida, doaram o seu corpo morto para estudo e investigação, a Câmara do Porto acolheu, a 15 de novembro, no 'Serenarium' do Cemitério de Agramonte, uma cerimónia da FMUP que pretendeu sensibilizar a comunidade para a reflexão sobre a importância e respeito pela doação de cadáveres.

A iniciativa contou com as intervenções de Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto, Maria Amélia Ferreira, diretora da FMUP, do Pe. Paulo Teixeira, capelão coordenador do serviço de assistência religiosa no Centro Hospitalar São João, Hugo Pinto Abreu, em representação dos doadores, e Diogo Cabral, em representação dos estudantes daquela faculdade.

Foi destacado pelos presentes "o papel fundamental deste ato de generosidade e altruísmo, merecedor do mais elevado reconhecimento". Ao contrário do que acontece com os órgãos, a intenção de entregar o corpo à ciência deve ser manifestada em vida, nos termos da legislação publicada em 1999.A FMUP disponibiliza online um formulário que as pessoas podem preencher e enviar, manifestando a sua vontade de doar.

Segundo a coordenadora da Unidade de Anatomia da FMUP, Dulce Madeira, a grande maioria dos doadores são mulheres, com idades entre os 50 e os 70 anos.

Recorde-se que, em 2016, a Câmara do Porto celebrou com a FMUP e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) protocolos com o objetivo de dar um destino final aos corpos doados a essas instituições para apoio à investigação científica.