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Evocação de D. Pedro IV mostra que a união de esforços é característica positiva dos portuenses
08-06-2018
Está formalmente lançado o programa que, ao longo de vários meses, vai recordar o "Rei-Soldado", defensor do liberalismo e da educação, que deixou o seu coração em testamento ao Porto. A evocação une diversas instituições e é a prova de que a conjugação de esforços é uma característica que continua a dar frutos na cidade. 

Momentos solenes, música e colóquio integram este programa, lançado formalmente no Quartel de Santo Ovídio (Quartel General), ao final da tarde de ontem, com a participação dos representantes das várias instituições do Porto que criaram a Rota Porto Liberal. Através dela, a Irmandade da Lapa, a Câmara do Porto, o Exército, a Santa Casa, a Direção Regional de Cultura e o Museu Soares dos Reis vão dinamizar a evocação dos 220 anos do nascimento de D. Pedro IV.

Aliás, tanto o recente prémio de museologia atribuído à Rota Porto Liberal como o lançamento do programa evocativo de D. Pedro são considerados provas de que o trabalho em rede é a melhor estratégia para conseguir alcançar objetivos. "Representa um elogio à forma como, na cidade, conseguimos unir-nos em tornos de interesses comuns", defendeu o vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, considerando que o envolvimento das seis entidades em torno de um objetivo segue "uma lógica multipolar de servir a cultura e a cidade". A mesma - acrescentou - que a Câmara vem aplicando e de que é exemplo o nascimento do Museu da História da Cidade.

De resto, o trabalho em rede foi igualmente elogiado pelo Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, e reafirmado pelo provedor da Irmandade da Lapa, Francisco Sousa Lopes, concordando todos os intervenientes na recordação do rei D. Pedro IV de Portugal e I imperador do Brasil enquanto elo entre as várias instituições e a cidade. O facto de ter sido provedor da Santa Casa da Misericórdia num momento particularmente delicado para a subsistência desta foi um dos detalhes lembrados pelo atual detentor do cargo, António Tavares, a par da sua decisão de fundar o Museu Portuense (que viria a ser Museu Nacional Soares dos Reis) e valorizar a salvaguarda patrimonial e a vertente educacional, como sublinhou a diretora, Maria João Vasconcelos.

A propósito, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Frederico Rovisco Duarte, manifestou o desejo de alargar fisicamente o Museu Militar do Porto, atualmente situado no antigo edifício da polícia política PIDE, aludindo diretamente ao abandonado Quartel de São Brás, onde funcionou a casa de reclusão militar e de que a Câmara do Porto defende há muito a reabilitação.

Entretanto, a sessão de ontem inaugurou o programa que, até outubro, vai recordar pela cidade os valores defendidos e inculcados no Porto por ação de D. Pedro IV. Detalhadamente apresentada pelo historiador Francisco Ribeiro da Silva, a programação inclui um concerto a 7 de julho (assinalando chegada da esquadra liberal às águas portuenses e véspera da data do desembarque no Mindelo) e exéquias em memória do monarca na Igreja da Lapa, a 24 de setembro (data do seu falecimento, em 1834), encerrando em outubro com um colóquio nos dias 12 (dia do seu nascimento, em 1798) e 13.



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