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Estruturas excluídas do apoio às artes pedem medidas excecionais
13-07-2018

Dez estruturas artísticas excluídas do concurso para Apoio Sustentado às Artes no ciclo 2018-2021 anunciaram hoje que vão pedir uma reunião de urgência ao primeiro-ministro, António Costa, e ao Ministério da Cultura, para resolver a situação.


As portuenses Ensemble - Sociedade de Atores, FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto e TEP - Teatro Experimental do Porto, a par de mais sete estruturas de outras regiões do país, sustentam num comunicado conjunto, citado pela Lusa, que a sua exclusão foi o resultado de "erros já assumidos publicamente". Por isso, propõem "uma medida excecional, com vista à resolução dos mesmos".

Um total de 17 estruturas artísticas foram ouvidas pela Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, anteontem, na sequência de um requerimento dos grupos parlamentares do CDS/PP e do Bloco de Esquerda.

Na altura, os artistas criticaram as regras do modelo de apoio às artes, que consideram ser uma estratégia para "eliminar candidaturas", e alertaram para o fim da atividade regular de muitas estruturas.

Gonçalo Amorim, do TEP, confessou estar em "estado de choque" com o facto de a estrutura não ter sido considerada elegível, dado o historial de mais de 300 produções que a companhia tem. "Estreámos uma peça em março, já depois de saber que não tínhamos apoio, e temos vindo a desenvolver um ciclo de performances e conferências", indicou, para além de outros espetáculos que já têm programados.

O TEP, que irá recorrer aos apoios pontuais, sublinhou que tem mantido a atividade com o apoio da Câmara do Porto, mas que considera estar "em situação de precariedade".

"Fizemos uma candidatura ambiciosa que estamos a cumprir mesmo sem apoio. É uma vergonha. É inadmissível. Não há nenhuma justificação para a nossa não-elegibilidade", disse Gonçalo Amorim aos deputados, criticando o facto de o TEP "ser das poucas companhias do país que não tem apoio sustentado".

Desde que começaram a ser conhecidos os resultados dos concursos de apoio às artes, a contestação tem vindo a crescer e é mesmo considerada pelos artistas como a maior desde o 25 de Abril.