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Destaques

Está feito o mais difícil agora construa-se
21-02-2017

A exposição que reúne os 22 projetos concorrentes ao futuro Terminal Intermodal de Campanhã, incluindo a proposta vencedora, da autoria do arquiteto Nuno Brandão Costa, foi ontem inaugurada nos Paços do Concelho, onde vai estar patente ao público até ao dia 6 de março. Como resumiu Rui Moreira, no final da cerimónia, "está feito o mais difícil. Agora, construa-se".

 

O nome da exposição não deixa dúvidas: "Terminal Intermodal de Campanhã - Projetos Participantes". Até ao próximo dia 6 de março, o átrio da Câmara do Porto volta a funcionar como cenário para uma exposição e dá a conhecer ao público os mais de 20 projetos concorrentes a uma das obras estruturantes para o desenvolvimento da zona oriental da cidade, fundamental, também, para mobilidade coletiva de toda a cidade do Porto e da própria área metropolitana.

 

Como recordou o presidente da Câmara do Porto, "percorremos um longo caminho para aqui chegarmos" mas, "ao fim de 14 anos de promessas, este projeto será, brevemente, uma obra".

 

Garantindo que "o mais difícil está feito", o presidente da Câmara do Porto lembrou alguns dos obstáculos que foram sendo ultrapassados, a começar pelo Acordo do Porto, "que permitiu ao Município incorporar recursos financeiros que reivindicava há décadas, decorrentes de indemnizações pelos terrenos do Aeroporto". Mas tão importante como garantir esses recursos, foi "ganhar o direito a construir o Terminal Intermodal de Campanhã em terrenos que eram do Estado".

 

Os passos seguintes foram quase simultâneos, coincidindo com a delimitação da Área de Reabilitação Urbana de Campanhã-Estação e o lançamento do concurso para o Terminal Intermodal, obra incluída no plano que envolverá um investimento de 75 milhões euros na zona oriental da cidade durante os próximos 10 anos.





 

A importância deste projeto esteve, de resto, bem patente na "qualidade, quantidade e diversidade dos trabalhados apresentados", como destacou o presidente do júri do concurso, o arquiteto Carlos Prata, revelando que a proposta vencedora foi votada por unanimidade, sendo escolhida, nomeadamente, "por valorizar toda a envolvente e privilegiar o espaço para os utentes".


Mas, para além da qualidade técnica dos projetos, Rui Moreira sublinha ainda outra vertente, esta mais emocional, ao fazer notar "o amor imenso pelo Porto e por Campanhã," que se espelha, por exemplo, "no cuidado e respeito ambiental e na vontade de ir além do óbvio e do estritamente necessário".

 

"Queríamos um projeto, não apenas de um parque de autocarros", enfatizou o autarca, sublinhando a importância de "um projeto requalificação urbana que se enquadrasse nas infraestruturas pré-existentes, que as qualificasse mas que, simultaneamente, pudesse elevar os padrões urbanísticos de Campanhã".

 

Contudo, como sublinhou também Rui Moreira, este será um equipamento que não irá apenas beneficiar Campanhã.

 

Pela sua localização e confluência com importantes eixos rodoviários (VCI e Circunvalação) e infraestrutura ferroviária (Estação de Campanhã), o futuro terminal tornar-se-á num dos "principais nós da rede de transporte público, enquanto interface estratégico de um anel de contorno da cidade do Porto", sendo, aliás, "o único potencial interface de 1º nível da região Norte, apenas equiparável ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro".

 

PARQUE SERÁ ELEMENTO AGREGADOR DO PROJETO

 

Ausente no estrangeiro aquando da sessão pública que a 10 de fevereiro deu a conhecer os resultados e classificações do concurso, Nuno Brandão Costa aproveitou agora a oportunidade para revelar alguns pormenores do seu projeto, que foi encarado, desde a primeira hora, "como uma oportunidade para resolver uma questão urbanística que há muito anos se impunha naquela zona, marcada por grande desordem territorial e fragmentação urbana".

 

Inspirado pela "luz muito especial deste vale", mas também pelas "suas características topográficas muito fortes", Nuno Brandão Costa sintetiza o projeto de forma muito simples e depurada, "a partir de uma linha", que passará "a estabelecer um limite físico à estação de comboios", tendo no parque, "que terá uma dimensão significativa, semelhante à Avenida dos Aliados, o principal elemento agregador de toda a envolvente urbana".

 

Privilegiando a qualidade do espaço destinado aos utentes, abrindo-o para uma área arborizada, o projeto integra um edifício de dois pisos que separam os espaços públicos e de trabalho administrativo das áreas funcionais do terminal, as quais se desenvolvem num piso enterrado, em associação direta com o parque de estacionamento e as vias de circulação.

 

Na cerimónia que marcou a abertura da exposição, foram ainda entregues os prémios referentes aos três projetos melhor classificados pelo júri respetivamente no valor de 12,5 mil, dez mil e 7,5 mil euros.