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Destaques

Está aberto o Centro Português de Informação Juvenil no Porto
25-11-2019
Potenciar o associativismo juvenil é o grande objetivo do CPIJ - Centro Português de Informação Juvenil, lançado numa parceria da FNAJ - Federação Nacional das Associações Juvenis com a Câmara do Porto. Entre as prioridades está o lançamento de manuais e guias de orientação para os agentes do setor, desde compilações legais a conjuntos de boas práticas.

Inaugurado nas instalações da FNAJ na cidade (Rua do Almada, 679) pela vereadora da Juventude e Desporto, Catarina Araújo, e o Secretário de Estado com as mesmas tutelas, João Paulo Rebelo, acompanhados pelo presidente da federação, Tiago Rego, na passada sexta-feira, o CPIJ visa a capacitação e qualificação dos jovens, das associações juvenis, dos estudantes, agentes e técnicos de juventude, bem como de todos os interessados em conhecer mais sobre o setor do associativismo e juventude.

A sua estratégia passa por contribuir para melhorar o trabalho desenvolvido com e pelo tecido associativo juvenil português, criando uma oferta pedagógica e literária e facilitando o acesso e criação de conteúdos académicos e formativos. Ou seja, o CPIJ vai criar uma programação conjunta entre FNAJ e Município, que promoverá a divulgação do próprio CPIJ e contemplará um conjunto de atividades formativas e capacitadoras no domínio do associativismo juvenil.

Sistematização documental e formação

Integrado no circuito da rede de Bibliotecas Municipais do Porto, o CPIJ permitirá o acesso a obras literárias fundamentais para o desenvolvimento das múltiplas atividades associativas e estudos académicos sobre o setor. Ao mesmo tempo, facilitará a compilação de estudos e boas práticas na área do associativismo e da juventude, por parte da FNAJ, em revistas temáticas. Estas revistas serão integradoras das matérias que interessam e preocupam os jovens, legitimando ao mesmo tempo o trabalho que é produzido na área da juventude, que se encontra atualmente disperso e com acesso difícil.

Formação e capacitação dos jovens, reforço da capacidade institucional das organizações juvenis locais, promoção da solidariedade, partilha e cooperação entre jovens e organizações e, ainda, reforço da parceria e de projetos conjuntos entre a FNAJ e o Município do Porto que permitam o fortalecimento do tecido associativo juvenil são outras das funções a desempenhar pela nova estrutura.

Três metas ainda em 2019

O CPIJ pretende concretizar já no corrente ano a edição de três documentos fundamentais para a juventude, associativismo, cidadania e voluntariado, o primeiro dos quais é o livro "A Fiscalidade das Associações Juvenis". Trata-se de um livro pioneiro no setor, que irá compilar a legislação geral, a fiscalidade e contabilidade associativa de forma detalhada, prática e descomplicada.

Numa altura em que se perspetiva uma mudança da Lei que regula o setor do associativismo jovem, esta edição funcionará como um guia de referência para todas as associações juvenis, bem como demais entidades do setor não lucrativo, no que toca a legislação, fiscalidade e gestão associativa.

O "Manual do Associativismo Juvenil" para jovens aprendizes de dirigentes associativos é outro dos primeiros lançamentos a concretizar. Visa estimular os jovens a conhecer e saber quais os passos necessários para a criação e gestão de uma associação juvenil, condensando ainda boas práticas para uma cidadania ativa e plena.

O manual terá uma organização apelativa e simplificada, recorrendo a esquemas e a uma linguagem acessível a qualquer jovem que tenha ou não experiência associativa prévia. No fundo, irá descomplicar processos e conceitos, motivando os jovens para uma cidadania mais ativa e despertando nestes a curiosidade e a vontade de pertencer ao movimento associativo juvenil e ao mundo de oportunidades que este representa.

Ainda neste ano, o CPIJ prevê criar uma revista de boas práticas associativas, através da compilação e publicação de estudos e projetos na área da juventude por parte da FNAJ. Esta revista será integradora das matérias e temas que interessam e preocupam os jovens, legitimando o trabalho que é produzido na área da juventude e que se encontra atualmente disperso e com acesso difícil.

Posteriormente, poderão ser realizadas novas edições das revistas temáticas de boas práticas associativas, com uma periocidade semestral ou anual.