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Destaques

Especialistas mundiais discutem o futuro da cirurgia em ambulatório
27-05-2019
Durante três dias (até dia 29 de maio) a Alfândega do Porto acolhe o 13.º Congresso Internacional em Cirurgia em Ambulatório, que conta com a participação de cerca de 1500 congressistas.

Na sessão de abertura da iniciativa, que aconteceu nesta segunda-feira, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, agradeceu a escolha do Porto para a realização do certame, enfatizando as qualidades de uma "cidade segura, atrativa, com muitas atividades culturais e pujante".

Rui Moreira, na sua intervenção, referiu os ganhos no setor da saúde que o país alcançou no pós 25 de Abril. "Temos serviços de saúde muito bons, tentamos disponibilizá-los de forma gratuita a todos os cidadãos e acreditamos que os nossos profissionais alcançaram a excelência médica", disse.

Dirigindo-se a uma plateia constituída, na sua grande maioria, por médicos de diferentes especialidades, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, administradores e gestores hospitalares, Carlos Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Cirurgia  Ambulatória (APCA), referiu que "nos últimos 15 anos, registou-se um aumento do número de cirurgias de ambulatório, que triplicaram durante esse período".

"Dado o crescente reconhecimento da prática de cirurgia ambulatória, a dinamização de um congresso internacional da área constitui uma excelente oportunidade para mostrar todo o bom trabalho que se está a fazer na especialidade, quer em Portugal quer no mundo" explicou o responsável da APCA, para quem o desenvolvimento positivo deste ramo cirúrgico tem como "principal fator de sucesso a sua multidisciplinaridade, que envolve diferentes grupos profissionais, assim como garante a segurança e qualidade no tratamento dos doentes".

A encerrar a sessão de abertura, a Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, reiterou o progresso que a cirurgia em ambulatório teve nos últimos anos e a suas vantagens no que concerne ao procedimento cirúrgico.

"Existem vantagens clínicas óbvias, como a diminuição das infeções hospitalares e a recuperação mais rápida dos pacientes, com retorno às suas atividades de vida diária, ao meio familiar e à atividade profissional", disse a governante, revelando que, "em 2018, realizaram-se 375.000 cirurgias em ambulatório, que corresponderam a 2/3 do total de cirurgias realizadas naquele ano".



O congresso é organizado pela APCA e a International Association on Ambulatory Surgery (IAA), conta com a intervenção de 160 palestrantes e especialistas de diversas áreas e delegados oriundos de mais de 40 países. Do programa fazem parte temas como a atualidade da cirurgia ambulatória, as novas tendências cirúrgicas, anestésicas, tecnológicas e de gestão.

Entre os oradores da sessão de abertura estiveram, também, Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, Jorge Sousa, da Associação Portuguesa de Enfermeiros, Luís Hidalgo, presidente da Associação de Cirurgia Ambulatória Espanhola (ASECMA), Beverly Phillip, presidente da IAAS e Douglas McWhinnie, presidente eleito do mesmo organismo.