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Espaço Rampa apresenta arte contemporânea africana e instalação da portuguesa Grada Kilomba
24-05-2019
O Espaço Rampa, no Pátio do Bolhão, inaugura hoje a sua primeira exposição. É composta por trabalhos de 12 artistas contemporâneos de origem africana e abre em paralelo com uma instalação da artista portuguesa Grada Kilomba.

Intitulada "Lost Lover" ("Amor Perdido") e com curadoria de Lara Koseffé, a exposição é inaugurada pelas 21 horas desta sexta-feira, 24 de maio, e transporta o visitante até às ruas da cidade sul-africana de Joanesburgo. Ali, em postes elétricos e paredes, afixam-se cartazes onde se lê simplesmente "Lost Lover" em letras garrafais a vermelho ou azul. "São estranhamente belos por causa da sua simplicidade, mas também pela complexidade das histórias que evocam. Assim deixam um rasto de poesia pelas ruas da cidade agreste, sugerindo que, entre as nossas necessidades primárias, vive o desejo do regresso a um amor em tempos perdido ou roubado. Falam-nos também, numa voz simples, daquilo que nos torna humanos, desse desejo por uma realidade diferente", lê-se na apresentação da iniciativa. 

"Lost Lover" é um programa de vídeo que explora alegorias de desejo de uma nova realidade, seja romântica, política ou social. inicialmente apresentado no Rio de Janeiro, no espaço alternativo Lanchonete<>Lanchonete, chega agora ao Porto e, excetuando o consagrado William Kentridge, constitui a primeira apresentação em Portugal de todos os artistas incluídos: Ghada Amer & Reza Farkhondeh; Simnikiwe Buhlungu; Dan Halter; Lungiswa Gqunta; William Kentridge; Malebona Maphutse; Thenjiwe Niki Nkosi; Lunga Ntila; Nkiruka Oparah; Athi-Patra Ruga; Jonah Sack.

Em paralelo ao programa original, o Espaço Rampa apresenta em estreia no Porto a instalação de Grada Kilomba intitulada Illusions Vol. II, Oedipus, (2018), que foi originalmente encomendada pela 10.ª Bienal de Berlim e apropria o mito de Édipo para analisar a natureza cíclica e predestinada da opressão. A artista portuguesa, a residir em Berlim, mostrou recentemente o seu trabalho na Power Plant de Toronto, na Art Basel, no MAAT de Lisboa e na galeria Alexander & Bonin em Nova Iorque.