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Destaques

Era uma vez uma casa particular revestida a ouro onde nasceu um museu
10-05-2019
O ciclo municipal Um Objeto e seus Discursos por Semana visita neste sábado, 11 de maio, pelas 18 horas, a sui generis Casa-Museu Fernando de Castro e o seu curioso espólio.

Negociante, poeta, caricaturista e ávido colecionador, Fernando de Castro (1889-1946) dedicou grande parte da sua vida a colecionar peças com que decorou a sua própria casa, com o objetivo de a tornar num museu.

Aparentemente sem qualquer critério museológico, foi reunindo na sua habitação pinturas datadas de entre os séculos XVI e XX, diversas esculturas quase exclusivamente de temática religiosa, algumas peças de cerâmica e uma impressionante quantidade de talha dourada proveniente de várias igrejas e conventos, com a qual revestiu grande parte do interior da casa.

Após a morte de Fernando de Castro, que não deixou testamento e não tinha descendentes, foi a sua irmã que doou a casa e todo o seu espólio ao Estado, estando a casa-museu sob a tutela do Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR) desde a sua fundação, em 1952.

Deslumbrante para uns, excessiva para outros, a verdade é que esta casa oferece uma atmosfera única, que não deixa ninguém indiferente, como poderá constatar o público da sessão deste sábado do ciclo municipal, que conta com a participação da psicóloga Goretti Moreira e do historiador de arte José Manuel Costa Reis, conservador no MNSR e responsável pela Casa-Museu Fernando de Castro, sob moderação da historiadora Maria João Vasconcelos, ex-responsável pelos museus municipais do Porto e de outras cidades e atual diretora do MNSR.


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