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Educação Ambiental quer projetar um futuro assente na economia circular
04-10-2018
Sabe onde nasceu a economia circular? Foi no Porto, mais precisamente em 1415 e muito antes de se falar em problemas ambientais. Na altura chamaram-lhe tripas à moda do Porto. Foi com esta alusão à história da invenção do típico prato portuense, que o vereador da Inovação e Ambiente e vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, exemplificou a circularidade da economia, tema transversal aos projetos de Educação Ambiental do município para o ano letivo 2018/2019 apresentados ontem.

Filipe Araújo explicou que a estratégia desenhada a médio e longo prazo para o Ambiente assenta na economia circular e procura corresponder aos desafios dos três pilares da sustentabilidade (ambiental, económico e social). Daí, a escolha da temática para o programa ambiental dirigido aos mais novos.

"Acreditamos que irá ser absolutamente decisiva nas gerações vindouras e, nessa medida, deve tirar partido da dinâmica e capacidade de mobilização que as atividades de educação de iniciativa municipal conseguem garantir", disse Filipe Araújo.

Têm sido já várias as ações concretas para o objetivo da economia circular. "Um exemplo deste esforço é a conclusão da primeira versão do "Roadmap" no final do ano de 2017, que teve como objetivo identificar oportunidades e linhas orientadoras, construir uma visão de longo prazo e, subsequentemente, dar suporte a um programa de ações concretas da autarquia de forma a transformar o Porto numa cidade circular em 2030", disse.

Há também um conjunto de iniciativas dos vários serviços municipais como o Banco de Materiais (reserva visitável onde se armazenam e catalogam os mais variados exemplares decorativos provenientes da arquitetura portuense para cedência, reutilização e reprodução); o SMARLE (Serviço Municipal de Apoio à Reutilização dos Livros Escolares); o TROQUE (que convida a população à troca direta de livros em bancas implantadas num conjunto de equipamentos culturais municipais e outros espaços da cidade); o Projeto "Prevenção e Gestão dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD), ao nível da Área Metropolitana do Porto; a renovação da frota municipal por veículos elétricos (cerca de 390); a rede de Hortas Municipais; a Rede de Centros de Educação Ambiental; o "Embrulha" (oferta de embalagens sustentáveis aos restaurantes para oferta aos seus clientes, dando a possibilidade de estes levarem comodamente e em segurança as sobras alimentares para suas casas); o SymbiOPOrto.org (portal potenciador de simbioses industriais na AMP); o FUN Porto (Projeto de expansão de florestas nativas no Porto), entre muitos outros.

Outra das grandes ações de alerta para a temática é do Festival Cidade +, um evento anual coorganizado pelo Município do Porto que conta já com cinco edições e tem vindo a assumir-se como o ponto de encontro e a grande plataforma cívica, capaz de reunir os principais atores do território e sociedade para partilhar e debater de forma integrada e ampla os temas da Sustentabilidade, do Ambiente e da Cidadania.

A nível internacional, a Câmara do Porto encontra-se envolvida em vários projetos e iniciativas ao nível da circularidade e do desenvolvimento sustentável. Exemplo disso é a participação na rede Eurocities, ocupando o cargo de 'Vice-Chair' do Fórum do Ambiente (desempenhado pelo vice-presidente da autarquia), a Parceria de Economia Circular da Agenda Urbana para a União Europeia (Urban Agenda for the EU) ou a recente seleção do Porto pela Ellen McArthur Foundation - prestigiada instituição a nível mundial em Economia Circular - para participar num projeto internacional dedicado ao desenvolvimento de soluções circulares para o setor alimentar adaptadas ao contexto urbano.

Antes da sessão, que decorreu na Biblioteca Almeida Garrett, os participantes foram convidados a visitar a exposição "Porto, Cidade comprometida com o Desenvolvimento Sustentável", que incluiu um ateliê de demonstração sobre prototipagem e fabricação pela OPO'Lab. Foi, ainda, distribuída a Agenda Circular, um instrumento de divulgação e sensibilização para a sustentabilidade direcionado para a população escolar e sociedade civil.