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Documento do Real Erário de 1797 lança conversa no Museu do Papel-Moeda
18-10-2019
A única apólice conhecida de 2400 Reis, datada de 1797, é tema para abrir o debate que leva a descobrir parte do acervo do Museu do Papel-Moeda, na sessão deste sábado do ciclo Um Objeto e seus Discursos por Semana.

De acesso livre até ao limite do espaço, a iniciativa tem lugar nesse mesmo museu, situado na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda (Avenida da Boavista, 4245), a partir das 18 horas.

Aquele documento "transporta-nos" até à Campanha do Rossilhão (1793-1795), na sequência da qual as já muito debilitadas finanças públicas chegam a um estado crítico que deixa o país em risco de bancarrota.

Atendendo às dificuldades financeiras, com risco de incumprimento dos compromissos do Estado, é decretado a 29 de outubro de 1796 um Empréstimo Público no valor total de 10 milhões de cruzados. Por Alvará de 13 de março de 1797, o valor desse "1.º Empréstimo" é alargado para 13 milhões de cruzados.

Em Alvará Régio de 13 de julho de 1797, é autorizada a emissão das designadas "Apólices Pequenas" pelo Real Erário, no valor de três milhões de cruzados, como parte do Empréstimo Público decretado já em 1796. E é nesta conjuntura que se insere o objeto da sessão desta semana, a única apólice conhecida de 2400 Reis, de 1797.

A propósito deste documento extraordinário, a filóloga que preside à Fundação, Maria Amélia Cupertino de Miranda, modera o debate entre a museóloga que dirige o Serviço Educativo do Museu do Papel-Moeda, Sónia Santos, e o administrador da Fundação encarregado de gerir as coleções do museu, Alberto Correia de Almeida, sobre as razões da raridade daquela Apólice e o seu contexto no âmbito das diversas variantes de apólices, vulgarmente referidas como sendo a primeira forma de papel-moeda em Portugal.