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Destaques

Do Matadouro ao Rosa Mota. Saiba que futuro o Porto lhe reserva para 2019.
01-01-2019

Em 2019 o Pavilhão Rosa Mota estará pronto para ser usado em grandes acontecimentos na cidade e as obras do Matadouro e do Terminal Intermodal de Campanhã terão o seu início. Também a Metro do Porto começará a construir a nova linha e os moradores do Bairro do Aleixo serão realojados. Escolhemos dez dos mais significativos factos que são esperados em 2019 no Porto.


Matadouro como motor da economia de Campanhã


Se 2018 foi o ano do arranque das obras de restauro do Mercado do Bolhão, 2019 deve ser o ano do arranque das obras do Matadouro de Campanhã. A obra encontra-se já adjudicada mas aguarda ainda visto do Tribunal de Contas. Se avançar, e após mais alguns meses de projectos, os trabalhos iniciar-se-ão, estando estimado o investimento (que é privado) em 40 milhões de euros. O Matadouro é entendido por Rui Moreira como um dos investimentos mais importantes do mandato e absolutamente crucial para o desenvolvimento de toda a zona oriental da cidade. Ali vai haver espaço para empresas inovadoras e actividades culturais e sociais.


Pavilhão Rosa Mota pronto

Em 2019 fica pronto o Pavilhão Rosa Mota, cujas obras de recuperação se iniciaram em 2018. Em mau estado há muitos anos, o antigo pavilhão de desportos, depois baptizado com o nome da atleta olímpica, ganhará valências Multiusos, passando a poder receber congressos de média/grande dimensão, espectáculos musicais, exposições e eventos desportivos. O investimento é totalmente privado, havendo ainda um encaixa financeiro para a autarquia. A reabilitação, no valor de 8 milhões de euros terminará em 2019, podendo o concessionário passar a acrescentar uma marca comercial ao nome do pavilhão, que contudo se manterá como "Rosa Mota". A sponsorização do nome teve o acordo da atleta.


Investimento recorde

Nunca um orçamento municipal teve tanto dinheiro previsto para investimento como o de 2019. Depois de anos de Contas à Moda do Porto, o orçamento municipal aproxima-se dos 300 milhões de euros, graças à dinâmica da economia, já que o principal imposto municipal, o IMI, tem vindo a aliviar os munícipes. Também o preço da água baixa no Porto em 2019, apesar de ser já dos mais baixos do país e de ter caído várias vezes no primeiro mandato de Rui Moreira. As principais áreas de investimento previsto no orçamento é a habitação, a área social, o ambiente e a requalificação urbana.


Nova linha do Metro do Porto começa a ser construída

A obra é essencial para densificar a oferta de transporte público na cidade e tornar possíveis novas abordagens de trânsito e mobilidade. A nova linha irá ligar a Casa da Música à estação de São Bento, na Baixa, passando por equipamentos tão importantes como o Centro Materno-Infantil, Hospital de Santo António ou Pavilhão Rosa Mota. Esta linha foi a que maior procura apresentou nos estudos e a que irá permitir aliviar o troço central da Linha Amarela, já actualmente muito saturada. As obras que se deverão iniciar em 2019 terão a duração de dois anos e vão implicar alguns constrangimentos de trânsito na cidade, apesar de ser totalmente enterrada.


Habitação para a classe média

2019 será também o ano do arranque do programa de habitação para a classe média, com renda acessível. Vários projectos serão lançados, a fim de criar condições para que mais gente possa ter acesso à habitação no Porto. Estes projectos serão lançados recorrendo a parcerias com privados, o que permitirá controlar os custos da autarquia com habitação pública, já muito elevados e permitirá elevar a qualidade da construção.


Bairro Rainha Dona Leonor

Era um dos cancros urbanísticos da cidade, com os velhos e "provisórios" blocos, revestidos a amianto a permanecerem há décadas num local sensível da cidade. Um programa lançado pelo Executivo de Rui Moreira no mandato anterior permitiu dividir o terreno existente, aumentar a capacidade construtiva e colocar a concurso um sistema que manterá todos os inquilinos municipais permanecerem no local. Ao lado, o promotor privado fará habitação para venda e com isso financia a construção da habitação social. Este sistema fez com que fosse possível construir habitação social de elevada qualidade, realojar todos os inquilinos e ainda atribuir casas a mais famílias em lista de espera, a custo zero para a Câmara do Porto. As casas são entregues no início do ano.


Terminal Intermodal de Campanhã

Prometido à cidade em 2003, o Terminal que fecha o sistema de mobilidade da zona oriental da cidade nunca foi construído. Junto à estação da CP de Campanhã existe já linha de Metro, além da ligação à principal rede de comboios do país. O que ficou a faltar foi o terminal rodoviário, que fechará o ciclo com uma estação de camionagem que irá também aliviar a cidade da pressão deste tipo de transporte. O terminal interligará com equipamentos importantes a conceber na zona oriental, nomeadamente com o Matadouro e com a nova ponte que será construída. As obras do Terminal iniciam-se em 2019 e são possíveis graças a um acordo (Acordo do Porto) estabelecido com o Governo. As obras do Terminal serão aproveitadas pela Câmara para construir um parque urbano e melhores acessibilidades à Estação de Campanhã.


Mais cultura

O chumbo pelo Tribunal de Contas da empresa municipal de cultura pode ter emperrado o programa cultural de Rui Moreira para o Porto, mas não impediu que as principais actividades que estavam em curso parassem. Com alguma "ginástica", tem sido possível manter em elevados padrões o Teatro Municipal do Porto e programas fundamentais como o Cultura em Expansão ou o desenvolvimento dos museus municipais e da galeria municipal. 2019 será contudo um ano fundamental para que o Executivo encontre uma forma de avançar com a estrutura autónoma que sempre desejou para gerir projectos como o do Coliseu (que ainda não tem sob a sua alçada) ou do Cinema Batalha.


Melhor mobilidade

Em 2018 foi adjudicado um novo e moderno sistema de gestão de controlo de tráfego, que irá implicar um investimento de 10 milhões de euros. O sistema permitirá gerir remotamente os semáforos e melhorar os automatismos. O sistema actual está desactualizado e o contrato que a cidade herdou terminava em 2017. Contudo, apesar do concurso ter terminado com sucesso, uma acção de um dos concorrentes em tribunal, com efeitos suspensivos, impediu a implementação do sistema já em 2018. A Câmara aguarda agora a resolução do litígio para poder avançar, o que se espera que possa acontecer em 2019. Em curso estão já as obras na Avenida Fernão de Magalhães, que a tornarão num modelo inovador de transporte público e mobilidade no país.


Realojamentos no Bairro do Aleixo

É um fim de uma triste história, a do Bairro do Aleixo. Concebido num tempo em que se acreditava que a construção em altura podia funcionar para a habitação social, o bairro foi-se degradando durante décadas e tornou-se num conhecido centro de tráfico de droga. O anterior presidente de Câmara concursou um modelo com um fundo privado que não resultou e quando Rui Moreira tomou posse, o fundo estava à beira da extinção, não havia dinheiro, nem casas e duas torres tinham sido demolidas. O actual presidente conseguiu recapitalizar o fundo, encontrar um novo investidor e avançar com um novo contrato que irá permitir resolver, sem prejuízo para a Câmara, o enorme problema encontrado. A degradação das torres levaram Rui Moreira a decidir antecipar o realojamento dos moradores, dando dignidade às famílias que lá habitavam e acabar com o foco de tráfico que representava o bairro. O realojamento estará terminado no primeiro trimestre de 2019.