Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Despoluição do Rio Tinto já tem efeitos no ecossistema
18-01-2019

Patos, salamandras e tritões são três espécies que começam a ser avistadas pelos guarda-rios da Lipor. Um indicador de biodiversidade que anima todas as entidades envolvidas no Projeto de Valorização do Rio Tinto, do qual faz parte a Câmara do Porto.


Estende-se ao longo de 12 quilómetros, passando pelos concelhos de Valongo, Gondomar, Maia e Porto. Mas constituiu, durante décadas, um grave problema ambiental devido, em grande parte, às descargas ilícitas que tiveram lugar no seu leito.

Com o objetivo de inverter este cenário que prejudica seriamente a qualidade da água e todo o ecossistema do Rio Tinto, desenvolveu-se uma ação conjunta de despoluição das suas margens, em curso desde junho de 2016. O método seguido passou pelo cadastro exaustivo das zonas de contaminação, onde foram aplicadas diferentes intervenções de engenharia natural para a recuperação do rio, objeto de monitorização regular.

A aplicação destas medidas técnico-científicas está a correr bem e prova disso é que os guarda-rios da Lipor vêm reportar que há patos, salamandras e tritões a povoarem as margens do Rio Tinto, segundo um comunicado do Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto.

Em 2018, é referido que o trabalho destes profissionais "foi bastante profícuo, com 227 visitas ao rio, que correspondem a 975 inspeções e 2 925 parâmetros inspecionados", salientando-se ainda que, ao longo do ano, passou-se de dois para cinco pontos de inspeção fixos.

O desenvolvimento da requalificação deste afluente do Rio Douro, que desagua na zona do Freixo, tem conclusão prevista para o final de maio de 2019.

Orçado em cerca de 7,9 milhões de euros, o projeto intermunicipal tem vindo a ser acompanhado diretamente pela empresa municipal Águas do Porto. Integra também a construção do intercetor do Tinto numa extensão de 1 950 metros, a construção de um exutor com 4 100 metros que vai unir as descargas das duas ETAR (Rio Tinto e Freixo) e a construção de um exutor submarino para entrega dos efluentes tratados no Rio Douro, junto à Ponte do Freixo.

Destes trabalhos resultará a ligação entre o Parque Urbano de Rio Tinto, que terá 36 500 metros quadrados, e o Parque Oriental da Cidade do Porto, que aumentará a sua área para 20 hectares.

O projeto de duplicação do Parque Oriental está a ser coordenado pelo arquiteto paisagista Sidónio Pardal, que foi também o grande obreiro do Parque da Cidade.