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Destaques

CTT dedicam emissão filatélica à cidade do Porto
20-09-2017

O Porto é homenageado em emissão filatélica agora colocada em circulação pelos CTT-Correios de Portugal. De acordo com a empresa, a coleção de quatro selos "procura materializar em imagem a identidade genuína desta cidade". No texto que acompanha o lançamento da emissão, intitulado "Caráter na paisagem líquida",  pelo meio pode ler-se: "O Porto não quer ser mais do que o Porto, e assim será sempre maior".


Porque neste cenário "tempos e vivências misturam-se sem se estranharem", assinala-se no mesmo texto, é com a identidade gráfica da marca Porto. em moldura que se apresentam imagens emblemáticas da cidade: a Torre dos Clérigos (projeto de Nicolau Nasoni, 1831), a Casa da Música (arquiteto Rem Koolhaas, 2005), a Ponte Luís I (1881-1888, com o traço de Théophile Seyrig, que colaborara antes com Gustave Eiffel na ponte D. Maria Pia) e o rio Douro.


De acordo com os CTT, a ligação ao rio é, aliás, "uma evidência nesta emissão, transcrevendo o modo como a cidade encontra nele parte da sua identidade".


Em comunicado, a empresa refere que o enquadramento natural e alguns dos símbolos arquitetónicos do Porto, "escolhidos para esta homenagem dos CTT", ficará "apenas completa se a ela associarmos as manifestações de carácter e património que mais dificilmente se demonstram em imagem, como o caráter do povo e a sua pronúncia".


Esta emissão integra um selo com o valor facial de 0,50 euros e uma tiragem de 135.000 exemplares; um com o valor facial 0,70 euros e uma tiragem de 110.000 exemplares; outro com o valor facial de 0,80 euros e uma tiragem de 135.000 exemplares; e, finalmente, uma quarta estampilha com o valor facial de 0,85 euros e uma tiragem de 355.000 exemplares. Os quatro têm um formato de 40X30,6 milímetros.


Refira-se que a origem da cidade do Porto remonta ao período celta, tendo tomado o nome de Portus Cale, durante a ocupação do Império Romano na Península Ibérica, seguindo-se a soberania visigoda.


Em 714, fez parte do Califado Omíada, sendo reconquistada aos mouros, em definitivo, em 999, por tropas cristãs lideradas pelo bispo francês Nónego, de Vendôme, sendo a padroeira da cidade Nossa Senhora de Vandoma, representada, atualmente, no seu brasão.


Em 868, os cristãos, liderados por D. Vímara Peres, tentaram reconquistar a cidade portuária, com sucessivos avanços e recuos, até à conquista definitiva, sob bandeira do Condado Portucalense, liderado por D. Henrique de Borgonha, pai de D. Afonso Henriques.