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Destaques

Coletividades da Foz do Douro preparam trajes de papel para São Bartolomeu
24-08-2017

Em coletividades da Foz do Douro, ultimam-se os preparativos para o Cortejo do Traje de Papel, o momento maior das Festas de São Bartolomeu. Com arte e engenho, folhas coloridas de papel são transformadas em fatos e adereços com um destino traçado: saem à rua no domingo, exibem-se por curtas horas e desfazem-se depois nas ondas do Atlântico. É o que manda a tradição, e é também esta efemeridade que torna o desfile um acontecimento singular no país e no mundo.


Na quarta-feira à noite, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, foi aos bastidores de um ritual que conhece bem, no qual participou em anos anteriores. Acompanhado pelo presidente da União de Freguesias de Aldoar, Nevogilde e Foz do Douro, Nuno Ortigão, visitou o Paraíso Sport Club da Foz e o Orfeão da Foz do Douro, duas das organizações onde há meses se começou a preparar o cortejo. Como é habitual, os últimos dias são longos, de maratonas de trabalho em equipa. Gestos concertados asseguram que, na hora de sair à rua, tudo estará impecável.


De mãos hábeis, voltou a constatar o autarca, saem trajes criados com rigor, talhados e cosidos com a consideração que mereceria um fato em bom tecido. Não importa que no final da manhã de domingo (27 de agosto) estas vestimentas se esboroem, sem qualquer resistência, no mar da praia do Ourigo. Pelo "banho santo", vale a pena.


Com raízes milenares, o cortejo anual de papel realiza-se nesta freguesia do Porto há cerca de 150 anos. Reza a tradição que o banho de mar, no dia de São Bartolomeu, limpa e protege. Desconhece-se quantos mergulharão, no domingo, no Atlântico. Sabe-se, isso sim, que pelo menos 600 fatos em papel, tantos quantos os participantes no cortejo, estão a ser confecionados em ateliês que vão cuidando de um costume antigo.


Votado nesta edição aos últimos cem anos em Portugal, o desfile vai recriar um coletivo de referências onde não falta o Fado, Fátima e Futebol. Com início às 10,30 horas na zona da Cantareira (Rua do Passeio Alegre com Rua 1 do Bairro Dona Leonor), passa pelo Forte de São João Baptista e acaba, então, na água salgada.