Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Cinema regressa ao Coliseu com "Metropolis" em formato filme-concerto
22-07-2020

O cinema está de regresso à sala do Coliseu Porto Ageas com a apresentação, na noite desta quinta-feira, às 21 horas, do filme-concerto "Metropolis". A exibição é acompanhada pela banda sonora do pianista e compositor residente na Cinemateca Portuguesa, Filipe Raposo, e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa. Todas as medidas de segurança e de distanciamento físico estão asseguradas.


O pianista e a Orquestra vão, juntos, interpretar ao vivo a banda sonora original que o músico compôs para o filme realizado, em 1927, pelo austríaco Fritz Lang. Uma noite em que a música do presente se vai cruzar com um clássico do cinema que retrata a visão distópica da cidade do futuro.

Após inúmeros compositores se terem sentido impelidos a escrever música para acompanhar a projeção do filme mudo alemão "Metropolis", considerado uma obra-prima do Expressionismo Alemão, Filipe Raposo, autor de diversas bandas sonoras para cinema e teatro, aceitou o desafio do Teatro São Luiz e criou uma partitura original, executada por 15 elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do maestro Cesário Costa.

O filme, que consiste numa parábola sobre as relações sociais numa cidade imaginada à distância de um século - 2026 -, retrata uma sociedade em que os privilegiados vivem nas alturas, em arranha-céus, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos e se debate com a oposição homem-máquina, trabalhando incessantemente para operar maquinismos que fornecem energia à cidade.

Para este que é um dos mais assombrosos filmes da história do cinema, a partitura de Filipe Raposo é uma reflexão sobre a visão das grandes cidades, acentuando, com a sua música, a verticalidade massiva, os planos simétricos e os ambientes sonoros rítmicos que evocam as engrenagens das maquinarias pesadas. É, simultaneamente, um olhar do futuro (o nosso presente) sobre o passado.

O espetáculo é uma coprodução do São Luiz Teatro Municipal, Coliseu Porto Ageas e Opart/Teatro Nacional de São Carlos, em parceria com a Cinemateca Portuguesa.

+ info e bilhética: Coliseu Porto Ageas