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Cidades europeias com património histórico no Espaço Atlântico inauguram grupo de trabalho no Porto
30-01-2018

Está a decorrer esta tarde, na Casa do Infante, o primeiro Encontro Internacional de Sítios Património Mundial no Espaço Atlântico, uma iniciativa que surge no âmbito do projeto "AtlaS-WH - Heritage in the Atlantic Area: Sustainability of the Urban World Heritage", financiado pelo programa INTERREG - Atlantic Area.


Na sessão inaugural do grupo de trabalho que, para além da cidade do Porto, é constituído pelos centros históricos das cidades de Santiago de Compostela (Espanha), Bordéus (França), Florença (Itália), e Edimburgo (Escócia), o presidente da Câmara do Porto deu as boas-vindas a todos os representantes e congratulou o "envolvimento conjunto" em torno de um projeto que pretende refletir e encontrar respostas para a preservação da identidade das paisagens históricas, hoje tão vulneráveis às externalidades.

Etiquetando este como "um desafio de futuro", Rui Moreira entende que não é a gentrificação a responsável pela descaracterização dos centros históricos, porque, como notou, a cidade foi sempre porto dos torna-viagens, daqueles que chegaram (e também dos que partiram), provindos das mais diversas geografias, como Nasoni e Eiffel. Aliás, "basta ver a toponímia" da cidade, para perceber que os emigrantes (ingleses, franceses, espanhóis, italianos) também se mesclaram com o próprio modus vivendi portuense, referiu.

Nesse sentido, Rui Moreira aponta a importância da criação do grupo AtlaS-WH, como laboratório de estudo dos traços identitários de cada uma das populações das cidades atlânticas com sítios património mundial. Importa perceber "como falamos, como vivemos, como nos comportamos", em suma, que aspetos definem a nossa singularidade que, reconhece, é aquilo que mais interessa descobrir a quem nos visita.

Certo de que não é intenção de cada uma das cinco cidades transformar os seus espaços urbanos numa espécie de Disneylândia, o autarca também salientou que é preciso os municípios estarem preparados para a "situação torrencial com que estamos confrontamos" e que, inevitavelmente, conduz a mudanças.

De facto, o que mais importa para Rui Moreira é que o grupo troque experiências, identifique riscos, defina objetivos, partindo de visões distintas para a formação de uma estratégia comum. No final, se juntas as cinco cidades com sítios património mundial que integram o grupo de trabalho estiverem de acordo quanto aos princípios de desenvolvimento sustentável, por forma a poderem produzirem reflexões e recomendações, então o propósito terá sido cumprido.