Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Cidade vai passar a adquirir e a consumir energia de fontes 100% renováveis
12-03-2020

Toda a energia consumida pelo Município do Porto e pela maior parte das empresas municipais vai ser de origem 100% renovável. Esta é mesmo a principal exigência do concurso público que será brevemente lançado, após votação unânime do Executivo autárquico.


Um dos principais pilares na governação da maioria independente é a sustentabilidade e, nesse pressuposto, havendo agora a janela de oportunidade, com a aproximação do fim da vigência dos atuais contratos de energia elétrica, de fazer diferente, o Município do Porto vai exigir que os concorrentes garantam que o fornecimento da energia provenha somente de fontes renováveis.


Além do Município, o agrupamento do concurso inclui as empresas Ágora - Cultura e Desporto do Porto; EMAP - Empresa Municipal do Ambiente do Porto; GO Porto - Gestão e Obras do Porto; e CMPEA - Empresa de Águas do Porto.


Procurando aplicar, em todos os setores possíveis, os princípios da economia circular, a Câmara do Porto tem ainda em curso outros projetos e programas que reforçam o compromisso de práticas sustentáveis.


É o caso do projeto Porto Solar, que consiste na instalação de sistemas fotovoltaicos em 29 coberturas de edifícios municipais, com potencial de redução anual de 500 toneladas de CO2 e gases equivalentes; da substituição integral da iluminação pública por luzes LED; do projeto FUN Porto - Florestas Urbanas Nativas do Porto que promove, em várias frentes, a expansão do arvoredo na cidade; da substituição da frota municipal por veículos elétricos ou híbridos plug-in, sendo que a decisão de eletrificar 70% da frota já reverteu numa poupança financeira de 600 mil euros por ano em combustível, estimando a autarquia redução da emissão de 2,3 mil toneladas de CO2 para a atmosfera, em quatro anos; e o facto ainda de o futuro PDM, cuja primeira versão já foi aprovada, privilegiar a estrutura ecológica municipal.


São estes alguns exemplos das estratégias politicamente assumidas que canalizam esforços para o objetivo global de redução de emissões de gases com efeito de estufa em 50% até 2030.