Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Casa criada para Oliveira vendida
19-01-2016

O edifício pensado há cerca de duas décadas para acolher o espólio do realizador Manoel de Oliveira foi ontem vendido por 1,58 milhões de euros pela câmara do Porto em hasta pública, depois da primeira tentativa de o fazer ter ficado sem comprador, em 2014.


O imóvel foi concebido por Eduardo Souto Moura, e a Câmara do Porto decidiu vende-lo, depois da Fundação Serralves ter anunciado que iria também construir uma casa Manoel de Oliveira.


Para o presidente da autarquia do Porto, Rui Moreira, a venda da casa é "mais do que um alívio" porque "existia uma preocupação grande" por esta estar "ao abandono", pelo que "além do interesse monetário" da venda, também é resolvido "um problema de reabilitação".


"É uma casa da autoria de Souto Moura portanto tem desde logo um impacto relevante na cidade do ponto de vista arquitetónico e era um ativo que estava perdido porque o uso para que foi concebido nunca foi concretizado e não foi com certeza por culpa da câmara municipal", disse o presidente da autarquia.


Questionado sobre se tem alguma preferência para o espaço, Rui Moreira que gostaria que lhe fosse dada "componente cultural", sendo "o mais importante é que seja utilizado".


O edifício tem cerca 160 metros quadrados de área coberta distribuídos por uma cave, rés-do-chão e primeiro piso, e 1.800 metros quadrados de "área descoberta".


A isto soma-se uma segunda fração, também com entrada pelas ruas Viana de Lima e de Bartolomeu Velho, composta por "cave, entrepiso, rés-do-chão e dois pisos", com 98 metros quadrados de área coberta e 152 metros quadrados de área descoberta.


Em novembro de 2013, a Fundação de Serralves assinou um protocolo com a família de Manoel de Oliveira para instalar o espólio do cineasta no extremo nordeste do Parque de Serralves.


A Casa Manoel de Oliveira foi lançada em 1998, sem que tivesse sido formalizado um acordo com o realizador, o que acabou por condicionar o uso do imóvel que ficou concluído em 2003 mas nunca teve uso.