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Destaques

A bailarina de skate que não sabia de História no palco do Teatro Campo Alegre
10-03-2017

"Cara" é o nome do personagem que dá nome ao espetáculo-aula da coreógrafa e ex-bailarina moçambicana Aldara Bizarro, que sobe ao palco do auditório do Campo Alegre, este sábado, às 16 horas, com uma performance concebida para crianças e jovens, mas que acaba por revelar-se da maior importância para todos os públicos.


Uma bailarina de skate começa por confessar ao público "não saber nada" de História. Mas, logo em seguida e perante os olhos de quem assiste, começa a desenhar um pequeno país e a formar um mapa mundi, corrigindo-o com a História de mais de 1200 anos.

Nesta longa viagem de ir sendo, que se estende até aos dias de hoje, assistimos de modo crítico à constituição da(s) identidade(s) portuguesa(s), em diálogo com as realidades política, cultural e económica mundiais.

Através de um dispositivo simples e eficaz - uma bailarina conversando e desenhando um mapa, provocadoramente centrado num Portugal fora de escala e cheio de si - temos ao nosso dispor um conjunto vasto e relevante de informações para discutir com os jovens, cara a cara: Quem somos, hoje e aqui, neste país pequeno que faz por caber numa Europa cansada?; De que forma nos foi contada a nossa História? Como gostaríamos de continuar a escrevê-la?; Como podemos ser melhores portugueses?

Aldara Bizarro, nascida no Maputo em 1965, estudou dança desde os 5 anos, em Luanda, Lisboa, Nova Iorque e Berlim, e trabalhou como intérprete com vários coreógrafos portugueses dos anos 80 e 90 do século passado. Desenvolve trabalho como coreógrafa desde 1990, pertencendo ao grupo da Nova Dança Portuguesa. O seu trabalho artístico centra-se na criação para o público jovem e no desenvolvimento de projetos para a comunidade.

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