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Destaques

Mudança na limpeza urbana
17-03-2016

Na próxima reunião, terça-feira, o executivo camarário vai debater a mudança de paradigma da limpeza urbana no Porto. As alterações que estão a ser preparadas são profundas, foram estudadas ao pormenor e implicaram visitas de Rui Moreira e Filipe Araújo às madrugadas da cidade, para conhecerem o trabalho concreto de centenas de trabalhadores. A nova solução foi desenvolvida após ano e meio de estudos que a autarquia desenvolveu com a FEUP - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.




Neste momento, a varredura, a recolha de indiferenciados e de reciclados estão concessionados a duas empresas privadas em 50% da cidade. A restante malha urbana é operada pela autarquia.


No novo modelo, toda a cidade será servida pelos mesmos princípios, ou seja, prestação de serviço quanto a varredura e recolha de indiferenciados e serão os serviços da própria autarquia a recolherem os recicláveis em toda a cidade.


Com este novo sistema, a Câmara do Porto pretende ser uma referência nacional e internacional em termos de sustentabilidade nos resíduos, limpeza urbana e na reciclagem. Filipe Araújo, o vereador responsável pelo Ambiente e Inovação, acredita que existe um "potencial de crescimento de reciclável, dado que mais de 70% do indiferenciado é potencialmente reciclável."


Por outro lado, o Porto vai, com as alterações que se preparam, diminuir a "pegada ecológica" da cidade, nomeadamente através da utilização de frotas mais sustentáveis e através de um sistema tecnológico de monitorização e operacionalização.


Estas novidades permitirão tornar o sistema mais transparente e operar uma redução dos custos, o que poderá vir a reflectir-se na redução das tarifas aos munícipes.


A Câmara acredita também que, com este sistema, que evita a concessão da recolha de resíduos, permitirá uma maior especialização e eficiência, através do reforço e da capacitação dos recursos humanos.


Em preparação está também a criação de uma empresa municipal para o ambiente. A criação desta nova estrutura, trará ganhos de eficiência de recursos e poderá impulsionar uma maior libertação de pessoas para incorporar outras divisões da Câmara.


Por outro lado, haverá uma maior especialização e eficácia nas atividades de gestão de resíduos urbanos e de limpeza urbana, bem como uma maior agilidade dos processos.


Segundo Filipe Araújo, "garantindo-se a adequada formação específica necessária aos recursos a realocar, será possível evitar a externalização de serviços, cujo custo global se estima em cerca de 3,7 milhões de euros por ano".


O modelo futuro deverá, por isso, alavancar a reciclagem na cidade, tornando o Porto uma referência; modernizar as operações por forma a obter ganhos de qualidade e utilizar as mais recentes tecnologias na área de forma a melhor monitorizar e atuar.


A Câmara espera, com esta mudança de paradigma na recolha e limpeza urbana, não apenas aumentar a eficiência e limpeza da cidade, mas também operar uma diminuição de custos com a Recolha e Limpeza Urbana em mais de 10%.


O novo sistema implica uma forte aposta na formação dos colaboradores, realocando alguns deles noutros serviços da Câmara do Porto, por forma a melhorar a qualidade prestada ao cidadão em acções como a poda de árvores, serviços em jardins e parques.