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Destaques

Câmara do Porto ganha luta contra centralismo e pode agora evitar aumento do preço da água na cidade
02-11-2016

O preço da água no Porto já não terá que subir cerca de 40% nos próximos anos, como chegou a estar previsto, caso o município permanecesse na Águas do Norte. A reconstituição da Águas do Douro e Paiva é considerada por Rui Moreira como uma vitória contra o centralismo, depois de dados os últimos passos para a sua concretização. O modelo agora adotado garante que o custo da matéria-prima não subirá mais do que 3,5% nos próximos cinco anos.


A luta pelo controlo da gestão da distribuição da água iniciou-seno verão passado, quando os municípios que integravam a Águas de Douro e Paiva decidiram lutar contra a fusão desta empresa na Águas do Norte, o que condenava autarquias como a do Porto a subirem enormemente o preço da água aos consumidores, para valores que poderiam atingir os 40% de aumento. Na altura, Rui Moreira assumiu o protagonismo dessa luta, prometendo contrariar as intenções do Governo que então decidiu, mesmo, passar por cima das Lei das Sociedades Comerciais.


José Pedro Matos Fernandes, hoje ministro do ambiente, era então presidente da Águas do Porto, tomando posição ao lado de Rui Moreira. O presidente da Câmara do Porto obteve, também, o apoio unânime das forças políticas com assento na Assembleia Municipal na tentativa de evitar o processo de fusão, recusando que, em causa, estivessem os princípios da solidariedade, como então alegava o Governo. Ao lado do Porto nesta luta estiveram muitos outros municípios, que justificaram, então, em comunicado, as suas razões.


Os municípios da Frente Atlântica do Porto (Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia) chegaram a realizar e apresentar um estudo para captarem a sua própria água, durante o braço de ferro com o estado central.


Esta semana foi aprovado em Assembleia Municipal o parecer que permitirá ao município do Porto sair da Águas do Norte e voltar a reconstituir a Águas do Douro e Paiva e, assim, continuar a gerir um sistema eficiente e a controlar o preço da água. Esta medida, aprovada segunda-feira, sem votos contra, garante, ainda assim, a solidariedade para com os municípios do interior e assegura que o preço da água no Porto não sofrerá os aumentos de preço que se tornariam inevitáveis.