Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Câmara do Porto aprovou hoje expropriação de terrenos para reabilitar Bairro do Leal
03-05-2016

A Câmara do Porto aprovou hoje, com a abstenção da CDU, a expropriação de cinco prédios no Bairro do Leal, avaliada em 41,7 mil euros, para permitir o avanço do processo de demolição do bairro do Aleixo.


A proposta aprovada pelo executivo vai permitir expropriar parcelas de terreno para que o Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) criado para demolir o Aleixo construa, no Leal, 3.787 metros quadrados de habitação nova e reabilitar 1.334, "o que corresponde a cerca de 66 fogos".


O documento refere que o Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) que vai ficar com os terrenos do bairro do Aleixo depois de o demolir, deve entregar ao município "imóveis reabilitados e construídos em terrenos municipais" noutras zonas da cidade, nomeadamente no bairro do Leal.


De acordo com o documento, em toda a cidade o FEII deve construir um total de 11.950 metros quadrados de "área bruta de construção".


"Atualmente, na área de intervenção do projeto [de reabilitação do bairro do Leal] apenas cinco prédios não são propriedade do município, não tendo sido possível estabelecer qualquer acordo com os proprietários dos mesmos. Os prédios em causa são indispensáveis para prosseguir o objetivo de recuperação e reconversão urbanística", justifica a vice-presidente da autarquia, Guilhermina Rego.


A vereadora da Educação, Organização e Planeamento acrescenta que "a previsão dos encargos a suportar com a expropriação" das parcelas do bairro do Leal "é de 41.769,93 euros, de acordo com a avaliação efetuada por perito da lista oficial".


Num anexo à proposta, a Câmara refere-se a um total de 11.959 metros quadrados de área bruta de construção e reconstrução a ser feito em cinco locais da cidade como contrapartida pela demolição do bairro do Aleixo, onde no anterior mandato já foram implodidas duas das cinco torres de 13 andares.


O documento identifica as zonas de Mouzinho da Silveira (reabilitação de 502 metros quadrados de área bruta), Musas (reabilitação de 1.102 metros quadrados), bairro do Leal (construção e reabilitação de uma área total de 5.121 metros quadrados), Travessa de Salgueiros e Fernão de Magalhães (2,149 e 3.085 metros quadrados de construção nova).